- A proposta de transformar a alta surpresa da arrecadação com o petróleo em redução de impostos sobre combustíveis é vista como negativa para o cenário fiscal.
- A economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, afirma que o efeito fiscal é bastante desfavorável e gera incerteza sobre a inflação.
- Dados indicam que o preço interno dos combustíveis está defasado em relação ao mercado internacional.
- O impacto do movimento sobre a inflação ainda é incerto segundo a avaliadora.
A proposta de transformar o aumento de arrecadação provocado pela alta dos preços do petróleo em redução de impostos federais sobre combustíveis foi avaliada pela economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória. A leitura é de que a medida é ruim do ponto de vista fiscal.
Segundo a avaliação, o efeito sobre a inflação permanece incerto. Dados disponíveis indicam que o preço interno do combustível está defasado em relação ao mercado internacional, o que complica previsões para demais segmentos da economia.
A economista aponta que a mudança proposta tende a impactar negativamente o resultado fiscal, elevando a incerteza sobre trajetórias inflacionárias. O entendimento enfrenta ceticismo entre analistas que acompanham a disputa por políticas de impostos sobre produtos energéticos.
As análises destacam ainda que a definição de instrumentos para mitigar impactos fiscais depende de fatores externos, como oscilações do petróleo, e de decisões políticas sobre custo fiscal e metas de inflação.
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