- Mineradoras brasileiras estão priorizando reformas de minas existentes (brownfield) e fusões e aquisições em vez de novas explorações, devido ao capital mais caro e mais seletivo.
- O estudo da EY aponta que 34% dos respondentes brasileiros adotam M&As, acima da média global de 25%, sinalizando crescimento inorgânico.
- A complexidade operacional e depósitos mais profundos elevam custos por tonelada, tornando projetos novos mais desafiadores diante de licenças e infraestrutura.
- A agenda ESG impõe licenças mais rígidas e consultas a comunidades, o que favorece operações já em funcionamento, com licenças de operação mais estáveis.
- A geopolítica favorece o Brasil como destino de minerais críticos, destacando vantagem de expandir operações existentes em vez de abrir novas minas.
O estudo da EY para 2026 aponta que o acesso a capital é o principal risco e oportunidade no setor mineral brasileiro. A seletividade dos investidores e o custo do dinheiro empurram executivos a priorizar projetos brownfield e M&As em vez de novas explorações.
Amazanhandas? Não. O foco é claro: evitar dependência de licenças complexas e altos prazos de retorno. Projetos já existentes permitem uso de infraestrutura amortizada e menor incerteza. Concentrar recursos reduz custos operacionais.
Entre as razões, o relatório destaca depósitos superficiais cada vez mais raros. A maior parte do minério remanescente está mais fundo, elevando a complexidade e o custo por tonelada extraída. A prática atual privilegia o incremental.
Além do brownfield, as fusões e aquisições ganharam peso. Segundo a pesquisa, 34% dos respondentes brasileiros veem M&As como estratégia de alocação de capital, acima da média global de 25%. Crescimento inorgânico domina.
A agenda ESG intensifica essa tendência. Licenças mais rigorosas, consultas a comunidades e metas climáticas acompanham qualquer novo projeto desde o estágio inicial. Operações existentes já enfrentaram parte desse caminho.
Geopolítica e minerais críticos ajudam a posicionar o Brasil como destino atrativo. Reservas subexploradas, menor exposição a conflitos e matriz energética mais limpa sustentam o interesse de investidores, mesmo com maior escrutínio ambiental.
O estudo foi realizado entre junho e julho de 2025 com 500 líderes de empresas com receita acima de US$ 1 bilhão, e o Brasil respondeu por cerca de 10% da amostra. O cenário sugere crescimento cauteloso e foco em eficiência.
Para 62% dos executivos, diversificar a cadeia de suprimentos reduz impactos de tarifas e barreiras comerciais. Outros 53% planejam repassar custos por meio de ganhos de eficiência interna.
Entre na conversa da comunidade