- A B3 começou a negociar, nesta segunda-feira, seus primeiros Contratos de Eventos ligados ao Bitcoin, ao dólar e ao Ibovespa, em linha com um modelo próximo aos mercados de previsão.
- Os contratos são restritos a investidores profissionais (com mais de R$ 10 milhões em investimentos) e apresentam resultado binário, com preço entre R$ 0 e R$ 100, refletindo a probabilidade do evento ocorrer.
- A estreia traz seis contratos: evento sobre futuro míni de Ibovespa, Ibovespa, dólar futuro míni, dólar à vista, Bitcoin futuro e Bitcoin à vista.
- Os contratos foram autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e funcionam na infraestrutura da bolsa, com livro de ofertas, liquidação financeira, regras de contraparte e verificação de resultados.
- O lançamento ocorre dias após o governo bloquear plataformas de mercados de previsão como Polymarket e Kalshi, com o CMN definindo limites para derivativos baseados em eventos.
A B3 começou a negociar nesta segunda-feira, 27, seus primeiros Contratos de Eventos ligados a Bitcoin, dólar e Ibovespa. Os contratos são voltados a investidores profissionais e operam com resultados binários, baseados em variáveis de mercado.
A estreia ocorre dias após o governo bloquear plataformas de previsão no Brasil. A medida envolve restrições a sites como Polymarket e Kalshi, que deixaram de atuar no país. A operação da B3 ocorre dentro da infraestrutura da bolsa, com regras e liquidação próprias.
Os contratos negociados incluem futuros míni de Ibovespa e dólar, além de Bitcoin à vista e futuro. O preço varia de 0 a 100 reais, refletindo a probabilidade do resultado ocorrer.
Contexto regulatório e implicações
Os contratos da B3 foram autorizados pela CVM apenas para investidores profissionais. A negociação acontece com livro de ofertas, contraparte central e verificação objetiva de resultados.
Detalhes operacionais
Ao contrário de opções, o ganho e a perda são conhecidos desde o início. Se o evento ocorre, o contrato paga valor fixo; caso contrário, há perda do valor pago. É uma forma de mercado de previsão sob regulação.
Perspectivas
A iniciativa amplia a participação da criptomoeda no ecossistema financeiro brasileiro, ao lado de ETFs e futuros já existentes. Instrumentos ligados a tendências de mercado passam a conviver com o arcabouço regulatório, sob responsabilidade da CVM.
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