- Mais de quarenta por cento do faturamento da Philip Morris International vem de sachês de nicotina, vapes e tabaco aquecido, conhecidos como produtos sem fumaça.
- No primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis, as receitas desses itens cresceram quarenta e oito vírgula sete por cento? [corrigir: 24,7%] frente ao mesmo período do ano anterior, enquanto os produtos de combustão tiveram alta de seis vírgula oito por cento.
- No Brasil, a PMI mantém a proibição desses itens; o CEO afirma que, se a proibição persistir, o país deve ter aumento no número de fumantes nos próximos anos.
- A empresa sustenta que produtos sem fumaça reduzem a exposição a substâncias tóxicas entre noventa e noventa e cinco por cento, mas a OMS não comprova benefícios de saúde; a Food and Drug Administration dos Estados Unidos renovou a autorização do tabaco aquecido IQOS.
- Em mil e vinte e cinco, quarenta e três milhões de usuários de produtos sem fumaça existiam em cento e seis mercados onde são comercializados.
Mais de 40% do faturamento da PMI não vem do cigarro tradicional. Sachês de nicotina, vaporizadores e tabaco aquecido respondem pela fatia crescente, conforme balanço parcial de 2026. A empresa cita impacto positivo desses produtos na redução de fumantes.
A PMI aponta que, no primeiro trimestre de 2026, as receitas de itens sem fumaça subiram 24,7% frente ao mesmo período de 2025, enquanto os cigarros de combustão cresceram 6,8%. O cenário sinaliza mudança de foco estratégico.
A empresa fabrica no Brasil, em Santa Cruz do Sul (RS), apenas cigarros entre Marlboro, L&M e Chesterfield. Demais itens de nicotina ainda não são permitidos no país, o que influencia o portfólio local.
Regulamentação e cenário internacional
O Brasil proíbe importação, publicidade e venda de dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo cigarros eletrônicos e tabaco aquecido. Nos EUA, a FDA renovou a autorização de venda do tabaco aquecido IQOS da PMI.
A OMS não endossa benefícios comprovados à saúde pública desses produtos e recomenda regulação estrita, com foco em menor atratividade para adolescentes. A Anvisa mantém a proibição de DEFs no Brasil desde 2009.
Ponto de vista da PMI
Segundo Jacek Olczak, CEO da PMI, a combustão é o principal problema de saúde. Ele afirma que nicotina é viciante, mas não cancerígena, e que os dispositivos reduzem a exposição a substâncias nocivas entre 90% e 95%.
O executivo sustenta que países que liberaram alternativas observaram quedas rápidas do tabagismo, citando Japão como exemplo. Ele afirma que o Brasil, se mantiver a proibição, pode ter aumento de fumantes a longo prazo.
A PMI informa que boa parte de seus investimentos em P&D está direcionada a produtos sem fumaça, com quase US$ 16 bilhões investidos desde 2008. O grupo destaca ganhos de redução de danos em mercados onde esses itens são permitidos.
Panorama global
A empresa aponta que, de acordo com a OMS, houve queda global no uso de tabaco entre 2000 e 2024, embora ainda haja 1,2 bilhão de usuários. Ao mesmo tempo, a PMI já soma centenas de milhões de consumidores de produtos sem fumaça em vários mercados.
O portfólio da PMI inclui sachês de nicotina, vaporizadores e tabaco aquecido, que são regulamentados de forma diferente entre países. A empresa segue defendendo que esses itens ajudam a reduzir danos associados ao consumo de tabaco.
Notas finais: a PMI apresenta números de 2026 mostrando evolução do segmento sem fumaça e mantém posição de defesa de políticas públicas que promovam alternativas ao cigarro convencional, com base em seus estudos e em pesquisa regulatória.
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