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Construtoras despencam na bolsa hoje; entenda os motivos

Construtoras recuam mais de cinco por cento com alta de custos de insumos e frete, pressionando margens e dificultando repasse de reajustes

— Foto: Getty Images
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  • As ações de construtoras lideram as quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (27), com perda acima de cinco por cento.
  • Cyrela, Cury, MRV e Direcional recuam mais de cinco por cento, em meio a um cenário desafiador para o setor.
  • A piora é associada ao avanço dos juros futuros e, adicionalmente, ao aumento dos custos de construção impulsionado pelo petróleo e pelo diesel.
  • Materiais como PVC e cimento devem ficar mais caros, elevando as despesas de transporte e, no fim, dificultando a repassagem de reajustes aos imóveis, sobretudo nos segmentos de média e alta renda.
  • O Itaú BBA aponta mão de obra cara e escassa, possíveis impactos com mudanças na jornada de trabalho e cautela com incorporadoras de baixa renda; as preferidas são Tenda, Direcional e Moura Dubeux, conforme o segmento.

As ações de construtoras lideraram as perdas no Ibovespa nesta segunda-feira (27), em um recorte de queda generalizada. Cyrela, Cury, MRV e Direcional recuaram mais de 5%, em um cenário de juros mais altos e custos de construção em alta. A divulgação sinaliza pressão para o setor.

Analistas do Itaú BBA apontam que a elevação de petróleo e diesel eleva o preço de insumos como PVC e cimento, além de elevar despesas com transporte. Esses itens respondem por cerca de 20% dos custos de uma obra, com efeito potencialmente ampliado em toda a cadeia.

A instituição aponta que o repasse de aumentos de custos aos preços dos imóveis pode ficar mais difícil, especialmente nos segmentos de média e alta renda, diante de crédito mais caro e menor poder de compra. Pode haver impacto em setores ainda sem reajustes de preço.

Outra pressão vem da mão de obra, ainda escassa e cara, com relatos de atrasos em obras. Mudanças na jornada de trabalho, como a escala 6 por 1, podem elevar custos e reduzir produtividade, segundo o Itaú BBA.

O banco indica maior cautela com incorporadoras de baixa renda, mais sensíveis ao aumento de custos. Em contratos de venda, a inflação da construção nem sempre corrige preços, o que pode reduzir a rentabilidade desse segmento.

Na prática, as construtoras devem enfrentar custos maiores na construção e, possivelmente, dificuldade para repassar esses aumentos aos preços, impactando margens. O Itaú BBA mantém Tenda e Direcional entre as preferidas no segmento de baixa renda, e Moura Dubeux entre as de alta renda.

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