- Empresas norte‑americanas vão vender turbinas modificadas de aviões para gerar eletricidade em datacenters; a Boom Supersonic também planeja oferecer suas turbinas.
- Nova geração de datacenters usa energia em corrente contínua (DC) de até 800 volts para reduzir perdas, com fabricantes como Vertiv, Eaton e Delta desenvolvendo infraestrutura nesse formato.
- O Congresso dos Estados Unidos e 21 estados aprovando leis, buscam maior transparência no consumo de energia dos datacenters, após preocupações com a elevação dos custos de eletricidade.
Grandes empresas de tecnologia aceleram a corrida por datacenters nos EUA, mas o ritmo esbarra na disponibilidade de energia. A expansão do setor aumenta a demanda por eletricidade em regiões já tensas.
Entre os protagonistas, estão ProEnergy e FTAI Aviation, que vão comercializar turbinas de uso em Boeings 737 e 747 para alimentar datacenters. A Boom Supersonic também planeja oferecer suas turbinas.
A lista de interessados se amplia com fabricantes de componentes elétricos. Vertiv, Eaton e Delta estudam datacenters que operem com corrente contínua, com tensão de até 800 volts, para reduzir perdas e transformar a infraestrutura.
Energia em corrente contínua
A ideia é manter a eletricidade em DC dentro dos próprios sites, evitando transformadores pesados que convertem AC em DC. A medida pode diminuir desperdícios, mas requer mudanças significativas na infraestrutura.
Força política e regulatória
No Congresso dos EUA, senadores de ambos os partidos defendem que a Casa Branca exija transparência sobre o consumo real de energia dos datacenters. A demanda visa esclarecer impactos sobre a matriz elétrica.
Contexto estadual
Nos últimos meses, 21 estados aprovaram leis para limitar o crescimento do setor, citando pressões sobre preços de energia. A discussão envolve eficiência, custos e planejamento urbano.
Perspectiva de mercado
Especialistas apontam que a escalada pode trazer ganhos em eficiência energética, caso haja padronização e investimento público. O desfecho dependerá de políticas públicas, infraestrutura de rede e custos de eletricidade.
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