- O governo prepara o Desenrola 2, programa de renegociação de dívidas que vai exigir dos bancos ofertas com juros significativamente menores, especialmente nas linhas mais caras.
- A iniciativa foca dívidas de cartão de crédito, crédito pessoal sem garantia e cheque especial, com taxas que podem chegar a até 10% ao mês.
- O objetivo é interromper o ciclo de crescimento das dívidas e devolver sustentabilidade aos pagamentos, liberando renda das famílias no médio prazo.
- O desenho do programa considera dados do Banco Central e das instituições financeiras; estima-se que cerca de 20% das famílias têm dívidas insustentáveis.
- O Desenrola 2 deve ser lançado ainda nesta semana, após aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião em São Paulo com CEOs de bancos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou o Desenrola 2, novo programa de renegociação de dívidas, que visa reduzir o peso de juros nas famílias. A meta é interromper o ciclo de crescimento dos débitos, especialmente em linhas caras do crédito.
A proposta exige que bancos ofereçam juros bem mais baixos em cartões de crédito, crédito pessoal sem garantia e cheque especial, cujas taxas podem chegar a 10% ao mês. A ideia é combinar descontos com um novo financiamento mais barato para quitar dívidas.
Durigan afirmou que a estratégia foi embasada em dados do Banco Central e das próprias instituições, com foco em dar sustentabilidade aos pagamentos e liberar renda no médio prazo. O ministro destacou que o problema é mais grave para cerca de 20% das famílias.
O governo pretende lançar o Desenrola 2 ainda nesta semana, após validação do presidente Lula. Não houve relação declarada entre o programa e decisões do Copom sobre juros; o objetivo é tratar de dívidas insustentáveis identificadas no diagnóstico.
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