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Desenrola: uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

Desenrola 2.0 permitirá uso do FGTS para quitar dívidas; bancos aprovam condições mais brandas e descontos de até noventa por cento

Ministro da Fazenda se reuniu com representantes dos maiores bancos do país para debater as regras do Desenrola 2.0. (Foto: Washington Costa/MF)
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  • O Desenrola 2.0 permitirá usar o FGTS para quitar dívidas, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com representantes dos maiores bancos do país.
  • O anúncio deve ocorrer ainda nesta semana, com o programa sendo apresentado pelo presidente Lula, conforme Durigan.
  • O uso do FGTS ficará limitado a um percentual do saque, vinculado ao pagamento das dívidas do programa, sem superar a dívida em muitos casos.
  • Durigan informou que o Desenrola 2.0 contará com aporte do Fundo Garantidor de Operações para viabilizar a renegociação e com contrapartida de juros menor pelos bancos.
  • O endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro de 2026, o maior nível desde o início do acompanhamento do Banco Central, com expectativa de descontos de até 90% para participantes.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se nesta segunda-feira com representantes dos maiores bancos do país para alinhar as regras do Desenrola 2.0, o novo programa de renegociação de dívidas. A pauta inclui como será a participação do FGTS.

O governo pretende lançar o programa ainda nesta semana, com a possibilidade de usar o FGTS para quitar dívidas. O objetivo é facilitar a renegociação para famílias endividadas, segundo Durigan.

Detalhes financeiros e participantes

Durigan informou que haverá limites para o uso do FGTS e que o saque ficará vinculado ao pagamento das dívidas dentro do programa, sem exceder o valor devido.

Ele esteve acompanhado por Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos, e pelos presidentes do BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Nubank e Citibank, conforme relatos oficiais.

O ministro disse que as conversas avançaram para entregar ao presidente a proposta ainda nesta semana, com retorno a Brasília previsto para amanhã. O anúncio deve sair junto com o lançamento do programa.

O contexto macroeconomico, segundo Durigan, envolve um endividamento das famílias em crescimento, com 49,9% do rendimento disponível comprometido em fevereiro de 2026, o maior desde 2005, segundo dados do Banco Central.

Pressões e objetivos do Desenrola 2.0

Durigan destacou que o Desenrola 2.0 é uma medida pontual, não um Refis recorrente, mantendo-se como resposta a uma situação excepcional de endividamento em ambiente de guerra e impactos econômicos diversos.

O programa contará com aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para viabilizar a renegociação, segundo informações oficiais. A ideia é facilitar acordos com credores que aceitem condições mais favoráveis.

As condições previstas incluem juros significativamente menores que os praticados em CDC, cartão de crédito e cheque especial, com estimativas de variação entre 6% e 10% ao mês. Descontos de até 90% para parte das dívidas estão entre as metas apresentadas.

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