- O dólar comercial fechou em R$ 4,982, queda de 0,31%, pela manhã abaixo de R$ 5,00.
- O Ibovespa ficou em 189.640 pontos, abaixo dos 190 mil pela primeira vez desde 8 de abril, com volume de cerca de R$ 18 bilhões.
- Brentu Brent atingiu US$ 101,69 e WTI US$ 96,37, com o petróleo em alta acima de US$ 100.
- O mercado aguarda decisões de juros: Copom pode reduzir a Selic em 0,25 ponto; Fed deve manter a taxa entre 3,5% e 3,75%.
- Calendário reserva dados como a prévia da inflação de abril do IBGE, arrecadação do primeiro trimestre e divulgarão do PIB dos EUA.
O dólar comercial fechou em queda na abertura da semana, cotado a R$ 4,982, queda de 0,31% diante da virada na sessão. A Bolsa perdeu fôlego e caiu abaixo de 190 mil pontos, pela primeira vez desde 8 de abril. A decisão sobre juros amplia o tom de cautela no mercado.
A semana começa com o clima de incerteza no cenário local. O dólar acumula queda superior a 3,5% no mês e mais de 8,95% no ano, enquanto o Ibovespa recuava 0,58% aos 189.640 pontos, com mais de R$ 18 bilhões em negócios na sessão.
O Brent fechou acima de US$ 101 o barril, alta de 2,58%, e o WTI avançou 2,09%, para US$ 96,37. A alta do petróleo é vista como positiva para o Brasil por melhorar termos de troca e ampliar o suprimento de dólares no mercado local, segundo especialistas.
Contexto de juros e cenário externo
Analistas seguem de olho nas decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, marcadas para quarta-feira (29). O Copom é esperado reduzir a Selic em 0,25 ponto, enquanto o Fed deve manter a taxa entre 3,5% e 3,75% ao ano.
Referências econômicas e geopolítica
O mercado aguarda ainda a divulgação da prévia da inflação de abril pelo IBGE e a arrecadação do 1º trimestre pela Receita Federal. A agenda de quinta-feira foca no mercado de trabalho; nos EUA, o PIB do 1º trimestre é a principal referência.
A escalada no Oriente Médio aumenta a cautela, com negociações entre EUA e Irã sobre o desfecho do conflito. Teerã apresentou proposta para destravar a navegação no Estreito de Hormuz, enquanto o presidente americano enfatiza a exigência de renúncia nuclear do Irã.
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