- Enel Américas abriu linha de crédito de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) para a Enel Brasil, com prazo de 18 meses, para investimentos em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.
- O comunicado foi enviado ao Banco Central do Chile e a outros órgãos de mercado na quinta-feira, 23, assinado por Giuseppe Turchiarelli.
- A operação ocorreu 24 horas antes de rebaixamentos de rating da Fitch e da Moody’s, citando incertezas sobre a renovação da concessão de distribuição em São Paulo.
- A Fitch rebaixou, na sexta-feira, o rating da Enel Brasil com perspectiva negativa; na segunda, a Moody’s fez o mesmo com a Enel Américas, passando de Baa2 para Baa3.
- A caducidade da concessão em São Paulo é tema de avaliação pela Aneel, o que aumenta pressão regulatória e financeira sobre o grupo.
A Enel Américas abriu uma linha de crédito de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) para a subsidiária brasileira, com prazo de 18 meses. A informação foi comunicada ao Banco Central do Chile na última quinta (23). O dinheiro é destinado às operações da Enel Brasil em SP, RJ e CE.
O documento, também enviado à Bolsa de Santiago, à Bolsa Eletrônica do Chile e ao Depósito Central de Valores, é assinado por Giuseppe Turchiarelli, gerente-geral da Enel Américas. A comunicação ocorreu 24 horas antes de avalizações de rating.
Segundo o fato relevante, a linha reforça as necessidades financeiras da Controlada, que investe em projetos de redes de distribuição para fortalecer a plataforma operacional e a qualidade do serviço no maior mercado do grupo.
Na sexta (24), a Fitch rebaixou a nota da Enel Brasil e manteve perspectiva negativa para os ratings da subsidiária. A agência citou incerteza sobre a renovação da concessão de distribuição em SP.
Na segunda (27), a Moody’s rebaixou o rating da Enel Américas de Baa2 para Baa3, no limite do grau de investimento. A medida aumenta a pressão sobre o conglomerado diante do contexto atual.
As reduções de rating ocorrem em meio a pressões regulatórias e de liquidez. O crédito anunciado pela Enel Américas busca preservar liquidez do grupo e sustentar investimentos na operação brasileira.
A Aneel avalia se a Enel deve perder a concessão de distribuição em São Paulo, o maior mercado do grupo no país. Caso haja caducidade, outra empresa pode assumir o serviço provisoriamente, gerando incertezas regulatórias.
Entre na conversa da comunidade