- A Mariana Minerals lançou a Copper One, em Utah, operando a primeira mina autônoma do mundo, com perfuratrizes automatizadas, caminhões robóticos e a plataforma de IA MarianaOS.
- O robô Spot, da Boston Dynamics, patrulha uma área de 10.000 acres para inspecionar as condições da mina.
- A empresa planeja produzir 50.000 toneladas de cobre refinado por ano até 2030, além de uma operação de refino de lítio no Texas a partir de águas residuais de campos de petróleo e gás.
- O projeto recebeu cerca de US$ 100 milhões de fundos de venture capital, incluindo Andreessen Horowitz, Breakthrough Energy, Earthshot Ventures e Khosla Ventures.
- O CEO Turner Caldwell afirma que, diante da escassez de mão de obra nas regiões remotas, a automação pode reduzir custos de refino em até trinta por cento e custos de mineração entre quarenta e cinquenta por cento.
A Mariana Minerals, liderada pelo CEO Turner Caldwell, anuncia a operação de uma mina autônoma no Utah, com perfuratrizes e caminhões robóticos guiados por IA. A plataforma MarianaOS coordena as etapas de extração e processamento, enquanto robôs da Spot realizam patrulhas de segurança.
Situada na Copper One, a operação visa extrair cobre com autonomia ponta a ponta, integrando sensores, IA de reforço e comunicação entre máquinas. A empresa também planeja refinar cobre no local, aumentando o controle sobre o processo desde a extração até o refino.
A empresa revela que a mina opera em um território de cerca de 10.000 acres no sudeste do Utah. O objetivo é reduzir custos de mineração e refino por meio de automação avançada, adotando soluções de IA para otimizar cada etapa.
Turner Caldwell, ex-Tesla, sustenta que o uso de IA na mineração pode reduzir custos de refino em até 30% e de mineração entre 40% e 50%. A primeira mina autônoma é apresentada como teste para o potencial de toda a cadeia de valor.
A Mariana recebeu cerca de US$ 100 milhões de investidores de tecnologia, incluindo grandes fundos de venture capital. Entre eles estão Andreessen Horowitz, Breakthrough Energy, Earthshot Ventures e Khosla Ventures.
A empresa pretende ainda refinar sucata de cobre no Utah e produzir 50.000 toneladas de cobre refinado por ano até 2030, combinando fontes novas e recicladas. O projeto se insere no debate sobre minerais críticos para a indústria americana.
A operação envolve perfuratrizes da Sandvik, com caminhões robóticos da Pronto, adquirida pela Atoms de Travis Kalanick. A tecnologia utiliza IA para analisar o minério em tempo real e coordenar as máquinas no terreno.
Especialistas destacam a escassez de mão de obra qualificada como motivação para automação na região. Caldwell afirma que a autonomia pode abrir empregos técnicos e de manutenção, ainda que em números diferentes dos anteriores.
A Mariana envolve o histórico do setor: Caldwell liderou equipes da Tesla voltadas para baterias e reciclagem, conectando experiência prática a um projeto de mineração/autonomia de ponta. Erin Price-Wright, da Andreessen Horowitz, comenta o papel de minerais críticos no portfólio tecnológico.
A iniciativa busca tornar os Estados Unidos menos dependentes de importações de cobre, com parte do refino sendo feito no local. A operação está em estágio inicial, com planos de expansão conforme a eficiência da automação for comprovada.
Reportagem original publicada na Forbes. Credita fontes e investidores, sem divulgar contatos de outros portais.
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