- O volume das exportações do agronegócio de Minas Gerais caiu 11,2% no primeiro trimestre de 2026, para 4,4 milhões de toneladas, frente ao mesmo período de 2025.
- O valor das exportações subiu 4,4%, totalizando US$ 2,4 bilhões, puxado pela alta dos preços internacionais de commodities.
- O café segue como principal produto, respondendo por 38,5% da receita estadual no trimestre, com 1,7 milhão de toneladas exportadas e receita de US$ 927 milhões (queda de 8,7% no volume, alta de 2,3% na receita).
- A soja atingiu 1,2 milhão de toneladas exportadas, queda de 12,5%, gerando US$ 350 milhões; o milho somou 600 mil toneladas, recuo de 15,3%, com receita de US$ 150 milhões.
- O governo estadual aponta diversificação da pauta exportadora e expectativa de recuperação do setor no restante do ano, apoiada pela alta de preços e maior demanda externa.
O volume de exportações do agronegócio de Minas Gerais caiu 11,2% no primeiro trimestre de 2026, frente ao mesmo período de 2025, totalizando 4,4 milhões de toneladas. O valor das exportações subiu 4,4%, para US$ 2,4 bilhões, alimentado pela alta dos preços internacionais de commodities.
O café manteve-se como principal produto da pauta, respondendo por 38,5% da receita estadual no primeiro trimestre. Mesmo com queda de 8,7% no volume, chegou a 1,7 milhão de toneladas, gerando US$ 927 milhões, alta de 2,3% em relação a 2025.
Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MG, Silvio Crestana, a queda de volume ocorreu por condições climáticas adversas na safra 2025/2026. Ele ressalta que a receita foi preservada pelo aumento dos preços internacionais.
Desempenho por produto e perspectivas
A soja ficou em 1,2 milhão de toneladas exportadas, -12,5% frente ao primeiro trimestre de 2025, gerando US$ 350 milhões. O milho alcançou 600 mil toneladas, -15,3%, com receita de US$ 150 milhões. A diversificação está em foco, com investimentos em frutas, hortaliças e itens orgânicos.
O secretário destacou ainda o objetivo de fortalecer a produção de commodities tradicionais e ampliar a participação de novos itens na pauta exportadora. A expectativa para o restante do ano é de recuperação, com preços internacionais mais favoráveis e demanda global estável.
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