- Espera-se corte de 25 pontos-base na Selic, para 14,50% ao ano, com comunicação futura atrelada à avaliação do balanço de riscos.
- Fatores atuais incluem câmbio apreciado, entrada de dinheiro estrangeiro na bolsa e inflação com perspectivas ligeiramente piores.
- Instabilidade global, intensificada pela guerra no Oriente Médio, complica a condução da política monetária.
- Cenário eleitoral de 2026 pode gerar volatilidade; o banco acredita que a Selic encerra o ano em 13%.
- Bradesco e Bank of America também sustentam corte de 25 pontos-base, ressaltando a calibração monetária e as limitações ligadas ao ciclo eleitoral.
O Comitê de Política Monetária deve promover uma pequena redução na Selic na próxima reunião, mantendo a taxa em 14,50% ao ano. A expectativa prática é de um corte de 25 pontos-base, segundo a leitura de especialistas da Faria Lima. A justificativa é a cautela na condução da política, com o balanço de riscos em foco.
Para o Itaú, representado pela Coluna de Fernando Gonçalves, os próximos passos devem depender da avaliação de riscos. O cenário atual aponta para câmbio relativamente estável, influxo de recursos externos na bolsa e inflação com viés um pouco pior, condicionando cortes graduais.
Gonçalves aponta que mudanças significativas no cenário seriam necessárias para interromper a tendência de cortes mais acentuados. O executivo ressalta que, neste momento, não é o cenário para uma retirada mais agressiva de estímulos.
Cenário de 2026 e volatilidade eleitoral
O ambiente político que se aproxima das eleições de 2026 tende a influenciar o mercado. A disputa entre candidatos deve gerar oscilações, com pesquisas apontando rumos distintos que podem impactar a curva de juros. Para o banco, a Selic deve encerrar o ano em 13%.
Bradesco e Bank of America compartilham visão semelhante à do Itaú quanto à magnitude do corte. O Bradesco espera continuidade do ciclo de calibração monetária com redução de 25 pontos-base. O Bank of America sustenta que o ciclo eleitoral restringe o espaço para afrouxamento rápido da política.
Perspectivas e benchmarks
A instituição estrangeira mantém a previsão de juros em 13,25% ao fim de 2026, citando o efeito de medidas fiscais e de incerteza eleitoral. Segundo a visão dos bancos, o ritmo de cortes seguirá contido até que haja leitura mais clara dos riscos macroeconômicos. A decisão do Copom ocorre diante de um cenário de dólar relativamente valorizado e fluxos de capitais robustos.
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