- A Fitch rebaixou o rating de crédito da Enel Brasil e deu perspectiva negativa a todos os ratings corporativos da unidade, citando maior risco de não renovação da principal concessão de energia no Brasil.
- O rating nacional de longo prazo da Enel Brasil S.A. foi de AAA(bra) para AA+(bra), com retirada da observação negativa.
- O rebaixamento vale também para as subsidiárias de distribuição Enel São Paulo, Enel Rio e Enel Ceará.
- A ação acompanha um processo regulatório que pode levar à caducidade da concessão de São Paulo, cuja validade expira em 2028, após alegadas falhas na prestação de serviços.
- A Fitch enfatiza que a perda da concessão reduziria significativamente a eficiência e a rentabilidade da Enel Brasil; a Enel já pode apresentar defesa antes de a decisão regulatória ser encaminhada ao governo.
A Fitch rebaixou o rating de crédito da Enel Brasil, subsidiária do grupo italiano Enel, por risco de não renovação da concessão de distribuição de energia em São Paulo. A decisão também atinge Enel São Paulo, Enel Rio e Enel Ceará.
A perspectiva negativa foi atribuída a todos os ratings corporativos da unidade. O rating nacional de longo prazo foi reduzido de AAA(bra) para AA+(bra) e a observação negativa foi retirada.
Contexto regulatório
O processo aberto pela Aneel pode levar à caducidade da concessão em São Paulo, cujo contrato expira em 2028, citando falhas na prestação de serviços após eventos climáticos. A Enel pode apresentar defesa antes de decisão final.
Impacto financeiro e ativos
A Fitch aponta que a perda da concessão enfraqueceria a eficiência operacional e a rentabilidade da Enel Brasil. A empresa possui ativos de cerca de 3,34 bilhões de euros e 595 milhões em ágio vinculados à concessão. Em dez/2025, a dívida da Enel São Paulo era de 8,4 bilhões de reais, 47% da dívida consolidada da Enel Brasil; a perspectiva pode piorar se a concessão não for renovada ou for encerrada.
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