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Governo estuda exportar excedente de energia hidrelétrica a Argentina e Uruguai

Governo avalia vender antecipadamente energia hidrelétrica excedente para a Argentina e o Uruguai, evitando desperdício e fortalecendo o sistema

Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra — Foto: Divulgação / Axia Energia
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  • Governo estuda exportar sobras de energia hidrelétrica para Argentina e Uruguai por meio de venda antecipada chamada “vertimento turbinável antecipado”.
  • A proposta foi apresentada em consulta pública aberta na segunda-feira, 27 de abril de 2026, com regras para autorizar/exportar quando houver previsão de água excedente.
  • A exportação ocorreria via o Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de usinas dos subsistemas Sul e Norte, mantendo abastecimento nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste.
  • O único objetivo é evitar desperdício de água e gerar receita com energia hoje não utilizada, beneficiando o sistema elétrico e consumidores. Em 2023, modalidade anterior gerou cerca de R$ 788,2 milhões.
  • A operação ficará a cargo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e não incluirá usinas em regime de cotas nem a Itaipu Binacional.

O governo criou uma proposta para exportar sobras de energia hidrelétrica para a Argentina e o Uruguai, por meio de venda antecipada de energia que ainda será gerada. A iniciativa foi apresentada em documentos de consulta pública divulgados nesta segunda-feira.

A ideia, chamada de vertimento turbinável antecipado, prevê vender energia que poderia ser produzida com água excedente dos reservatórios, evitando o desperdício. A medida busca render receita com energia hoje não utilizada no atendimento interno.

Entre os objetivos está reduzir o impacto de excesso de oferta no sistema elétrico e evitar prejuízos a usinas solares e eólicas, que convivem com a operação de reserva. A proposta surge em meio a debates sobre gestão de água e geração no país.

A nova modalidade dependerá da autorização do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para exportação antecipada pelas hidrelétricas. Não incluirá usinas com regime de cotas nem a Itaipu Binacional, e será operada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A exportação ocorreria em dois períodos definidos pelo ciclo de chuvas no Norte. De junho a novembro, haveria exportação quando houver água suficiente no Sul. De dezembro a maio, buscaria-se recuperar o storage do Sul após a exportação anterior.

Segundo a Abrage, associação que reúne grandes investidores, a medida pode liberar recursos de usinas já com sobra prevista, aproveitando o potencial de hidrelétricas para manter o sistema equilibrado. A entidade ressalta ganhos para investidores e consumidores.

  • Elemento: a proposta depende da adesão de geradores hidrelétricos interessados e não altera o abastecimento básico do país, assegurando a disponibilidade de energia nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste.

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