- Minas Gerais导exportou US$ 56,82 milhões para o Oriente Médio em março, queda de 27,65% ante fevereiro, segundo a Sede-MG e a Seapa-MG.
- Em nível nacional, as exportações do agronegócio para os 15 países da região recuaram 26%, de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.
- Café manteve a liderança entre os itens mineiros para o Oriente Médio, com 5,4 milhões de sacas; o complexo soja ficou em segundo, com 1,2 milhão de toneladas embarcadas.
- A principal causa é a instabilidade no Estreito de Ormuz, elevando risco logístico, custo de frete e seguro e gerando reprogramação de embarques.
- Efeitos no atacado: menor oferta pode pressionar preços no Brasil; porém, petróleo mais caro deve aumentar custos de transporte. Brasil assinou acordo com a Turquia no fim de março para facilitar trânsito e armazenamento temporário de cargas, com melhora esperada a partir de abril.
Minas Gerais sofreu impacto relevante da onda de instability no Oriente Médio, com queda expressiva nas exportações do agronegócio para a região. Em março, primeiro mês do conflito, o estado registrou retração de 27,65% nas vendas externas para os países do Oriente Médio, na comparação com fevereiro.
Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas (Sede-MG) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) apontam US$ 56,82 milhões exportados em março, ante US$ 78,53 milhões em fevereiro. O recuo acendeu alerta entre produtores e traders.
Nacionalmente, o Ministério do Desenvolvimento informou queda de 26% nas exportações para 15 países da região, passando de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste mês de 2026. O recuo mineiro ficou acima da média brasileira.
Café continua na liderança entre Minas
Mesmo com a queda, o café manteve a ponta entre os produtos mineiros enviados ao Oriente Médio, com 5,4 milhões de sacas. O complexo soja ficou em segundo, com 1,2 milhão de toneladas embarcadas.
Desempenho setorial no Brasil
Em nível nacional, carnes, especialmente a suína, registraram forte recuo de 59%. O frango, principal item exportado ao Oriente Médio, caiu cerca de 22%. A soja apresentou queda de 25%.
Rota marítima e risco logístico
Feliciano Nogueira, superintendente da Seapa-MG, atribui a queda à instabilidade do Estreito de Ormuz. Ele cita maior custo com frete e seguro, e reprogramação de embarques frente ao aumento do risco logístico.
Impactos sobre os preços e custos
Segundo a economista Gabriela Martins, da Fecomércio, menor exportação pode ampliar a oferta interna, pressionando preços no curto prazo. Contudo, a alta do petróleo eleva custos de transporte e logística.
Medidas e perspectivas
O governo mineiro aponta que Emirados Árabes Unidos, Iraque e Omã são entre os principais afetados. Em março, o Brasil firmou acordo com a Turquia para facilitar trânsito e armazenamento de mercadorias para Oriente Médio e Ásia Central, com melhorias esperadas a partir de abril.
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