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Hard Rock Café perde uso da marca após seis anos de atraso

Hard Rock cancela uso de marca no Brasil após seis anos de atraso; projeto encolhe para três empreendimentos e gera prejuízos para investidores e fundos

Conheça a história do edifício originalmente batizado Aquarius, hoje Torre Paulista.
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  • O projeto brasileiro da Hard Rock Hotels encolheu de oito empreendimentos de R$ 8 bilhões para três unidades: Ilha do Sol (Paraná), Fortaleza (Ceará) e Jericoacoara (Ceará), sem início ainda.
  • A marca Hard Rock perdeu o uso da gestão local, com a matriz cancelando contrato com a principal representante no Brasil; as obras seguem atrasadas e a conclusão prevista para o fim deste ano está sob dúvidas.
  • O financiamento inicial envolveu debêntures e Certificados de Recebíveis Imobiliários; uma debênture de R$ 100 milhões originou investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, ainda em sigilo após quitação.
  • A Wyndham foi escolhida como operadora do hotel do Paraná; o empreendimento de Fortaleza segue sem operadora, e a marca não comenta sobre os projetos.
  • A gestora Urca, credora do projeto via fundos de direitos creditórios, avalia saídas como venda ou conversão de crédito; aproximadamente 60 mil cotistas foram impactados.

O projeto de hotéis Hard Rock no Brasil perde uso de marca após seis anos de atraso, impactando investidores e levantando dúvidas sobre prazos. A iniciativa foi anunciada em 2017 e deveria ter iniciado em 2020, mas não saiu do papel.

A gestão local ficou com a Residence Club, que não respondeu até a publicação. A Hard Rock International informou que o Brasil continua estratégico, mas cancelou o contrato com a principal representante no país devido aos atrasos.

O projeto encolheu de oito empreendimentos para três unidades: Ilha do Sol (PR), Fortaleza (CE) e Jericoacoara (CE), com obras lentas e falta de recursos. As vendas ocorreram por meio de multipropriedade, atraindo milhares de compradores.

Financiamentos iniciais incluíram debênture de 100 milhões e CRIs de 30 milhões, envolvendo fundos de previdência de municípios. Investigações da PF e do MPF foram abertas sobre irregularidades, com sigilo nas apurações.

A rede Wyndham aceitou atuar como operadora do hotel no Paraná, empreendimento de 509 unidades em Ilha do Sol. O prazo oficial de conclusão apontava fim de 2026. Não houve posicionamento adicional da Wyndham.

No Ceará, o caso é mais crítico: as obras de Fortaleza avançam lentamente e o MP proibiu novas vendas de cotas. O site da Hard Rock ficou sem as páginas dos hotéis paranaense e cearense, mantendo apenas uma referência a Gramado.

A Urca, gestora de investimentos, investiu cerca de 120 milhões no projeto em 2022 e hoje avalia saídas, incluindo venda ou conversão de créditos. A empresa afirma não ter contrato direto com a Hard Rock e mantém atuação estritamente financeira.

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