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Nissan encerra operação na Argentina e passa a se concentrar em importação

Nissan encerra operação na Argentina e transfere a gestão para Simpa e Tagle; Frontier passa a ser importada do México

Sede global da Nissan, no Japão; operação da montadora na Argentina é encerrada e gestão comercial é transferida para parceiros locais
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  • A Nissan encerra a operação como filial na Argentina, transferindo a gestão comercial e logística integralmente aos grupos Simpa (90%) e Tagle (10%).
  • A Frontier passará a ser importada do México, sendo encerrada a produção local na fábrica de Córdoba.
  • A mudança de modelo de negócios busca redução de custos fixos e maior agilidade administrativa, sob o plano Re:Nissan.
  • A operação argentina passa a integrar a divisão Nissan Importers Business Unit, supervisionando 36 mercados na América Latina com importadores independentes.
  • O processo de transição deve ser concluído entre julho e setembro de 2026, mantendo atendimento aos clientes e funcionamento da rede de concessionárias.

A Nissan encerra a atuação direta na Argentina, adotando gestão comercial e logística por meio de grupos locais. Em memorando de entendimento assinado nesta sexta-feira (24 abr 2026), a montadora passa a funcionar como importadora, com parceiros terceirizados cuidando da distribuição. A mudança encerra a operação da marca como filial direta no país.

A medida tem como objetivo reduzir custos fixos e aumentar a agilidade administrativa diante da instabilidade econômica na Argentina. O movimento ocorre exatamente um ano após o encerramento definitivo da produção da picape Frontier na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba. Desde 2024, a planta abriga a Renault para componentes e modelos.

A Nissan mantém foco na região pela estratégia global Re:Nissan, que privilegia licença de operação com parceiros locais. A marca passa a ser supervisionada pela unidade Nissan Importers Business Unit (Nibu), responsável por 36 mercados latino-americanos com importadores independentes. A prática já existe no Chile e no Peru.

Novo modelo de operação e impactos

O consórcio formado por Simpa e Tagle assume a gestão. Simpa ficará com 90% da operação de importação, enquanto Tagle terá 10%. O Grupo Simpa atua historicamente no segmento de plásticos, e o Tagle administra o complexo Autocity, com concessionárias de Renault e BYD.

Apesar da mudança estrutural, a Nissan informou que o atendimento aos clientes não sofrerá interrupções. A rede de concessionárias credenciadas deve continuar funcionando normalmente, mantendo o cronograma de lançamentos para os próximos anos.

O pacote de transição está previsto para ser concluído entre julho e setembro de 2026. A empresa enfatiza que a mudança busca preservar rentabilidade em mercados voláteis e reduzir custos na América do Sul. O texto oficial não aponta impactos sobre empregos além de confirmar ajuste na estrutura de recursos humanos.

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