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Novo ministro da Indústria defende fim da escala 6×1 e descarta compensação

Ministro Márcio Elias Rosa defende fim da escala 6x1 sem contrapartidas e mantém taxa de importação de até US$ 50, sob justificativa de proteção à indústria

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  • Novo ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, defende fim da escala 6×1 sem contrapartidas fiscais, chamando a medida de distorção histórica de quase quarenta anos.
  • Governo rejeita compensações ou período de transição, afirmando que a chance de apoio financeiro aos empresários é zero e que haverá diálogo com o setor.
  • Lula encaminhou ao Congresso projeto para reduzir a escala para cinco dias de trabalho e dois de descanso, totalizando até quarenta horas semanais sem redução de salário; a Câmara criou uma comissão especial para a PEC, e a CCJ já autorizou a admissibilidade.
  • Sobre a chamada “taxa das blusinhas” em importações de até cinquenta dólares, o ministro defende a manutenção para proteger indústria têxtil e varejo, mesmo com pressão pela revogação; dados de dois mil e vinte e cinco indicam crescimento de cinco por cento nas vendas do setor e de três por cento na geração de empregos.
  • Em minerais críticos e terras raras, o ministro reiterou que o subsolo pertence à União e recusou a criação de uma estatal neste momento; a estratégia é atrair capital estrangeiro e exigir refino no país, seguindo modelos internacionais.

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, defende o fim da escala 6×1 sem contrapartidas fiscais aos empresários. Em entrevista ao SBT News, ele chamou a medida de correção de distorção histórica, presente há quase 40 anos.

Elias Rosa afirma que o impacto da mudança é comparável ao aumento real do salário mínimo, sendo absorvível pelo setor produtivo. Em resposta à pressão de industriais por compensação, ele descartou qualquer possibilidade de desonerações ou períodos de transição.

O ministro ressaltou a importância do diálogo com empresários e explicou que a equipe não defende absolutismo, mas busca consenso de forma democrática. Ele abriu a possibilidade de conversas para fundamentar a decisão.

Sobre a atual campanha presidencial, o governo tem apresentado propostas para reduzir a escala para cinco dias de trabalho e dois de descanso, totalizando 40 horas semanais. A Câmara, por sua vez, criou comissão especial para discutir a PEC correspondente.

Manutenção da taxa de importação para compras internacionais

Na pauta de compras internacionais de até US$ 50, o ministro defendeu a continuidade da cobrança, conhecida pela sigla informal taxa das blusinhas. Segundo o MDIC, a medida protege a indústria têxtil e o varejo nacionais, mantendo a competição com produtos importados.

Dados de 2025 indicam crescimento de 5,4% nas vendas do setor têxtil e 3,9% na geração de empregos após a implementação dessa regra. O governo aponta que a avaliação sobre mudanças ainda não está fechada, mas posição oficial é pela manutenção.

Minerais críticos e estratégia de soberania

Sobre minerais críticos e terras raras, o ministro reiterou que o subsolo pertence à União e negou a criação de uma estatal nesse momento, conforme defendido por setores do PT. A orientação, segundo ele, é não avançar com esse tema de forma abrupta.

Elias Rosa afirmou que não houve ordem direta do presidente Lula para discutir esse tema neste instante. A prioridade do governo é atrair capital estrangeiro para a industrialização nacional, com foco no processamento interno dos minerais, em linha com modelos internacionais.

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