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Nubank avança aquisição de banco e não precisa mudar o nome

Nubank lidera a disputa pela Caixa Geral de Depósitos; vitória manteria a marca e evitaria a mudança de nome, com conclusão prevista para 2027

Fachada do Nubank
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  • O Nubank é o favorito para comprar a Caixa Geral de Depósitos (CGD), subsidiária da instituição portuguesa, mantendo a marca sem precisar trocá-la.
  • O leilão, com quatro interessados, entra na fase final em julho, when as garantias são apresentadas pelos concorrentes.
  • A operadora brasileira estima gastar cerca de 250 milhões de reais para a aquisição, cujo desfecho deve ocorrer em 2027, após aprovação regulatória.
  • A CGD Brasil tem ativos de cerca de 1,8 bilhão de reais e patrimônio líquido de 300 milhões de reais, com operações de crédito em torno de 870 milhões de reais; o governo de Portugal busca quitar parte da dívida pública.
  • Além do Nubank, disputam a operação Luiz Cesar Fernandes, Mário Teixeira e Dorival Bianchi, e Alberto Leite, empresário da FS Security.

O Nubank está na fase final de um processo de aquisição da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Brasil, unidade que atua como braço brasileiro da instituição portuguesa. O leilão, que envolve outros três interessados, ocorre em julho e já chegou à entrega de garantias. Se vencer, o Nubank mantém a marca.

A proposta pretende quitar parte da dívida pública de Portugal, com a CGD Brasil possuindo ativos de cerca de R$ 1,8 bilhão e crédito estimado em torno de R$ 870 milhões. O patrimônio líquido é de aproximadamente R$ 300 milhões, segundo dados da autoridade reguladora portuguesa. O governo português detém a CGD.

A transação deve exigir aproximadamente R$ 250 milhões do comprador para atender a contratos de garantia. A expectativa é que o acordo seja fechado em 2027, após aprovação de reguladores de ambos os países. O governo português já havia tentado, anteriormente, vender a CGD Brasil sem sucesso.

Fase final e garantias

Quatro interessados disputam a venda, porém apenas dois devem seguir adiante após a etapa de garantias. Na primeira fase, cada concorrente apresentou uma carta fiança de R$ 10 milhões, com vencimento na sexta-feira. O custo dessas garantias varia entre 1% e 4% do valor da face.

Quem avançar terá de depositar o restante da oferta em instrumentos de financiamento na etapa final. Países e reguladores acompanham o processo com foco na conclusão da operação. A CGD Brasil é vista como saída para o endividamento estatal de Portugal.

Quem está na disputa

Além do Nubank, estão concorrentes de expressão no setor financeiro. Um deles é Luiz Cesar Fernandes, veterano do mercado, ex-banqueiro e sócio-fundador de grupos de investimento. Outros interessados são Mário Teixeira e Dorival Bianchi, ex-diretores do Bradesco, hoje parceiros na MD Capital. Alberto Leite, da FS Security, também participa, buscando transformar sua empresa de tecnologia em instituição financeira.

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