- O estrategista-chefe de macro e dívida pública da Warren Investimentos, Luis Felipe Vital, disse ao Valor que o colchão de liquidez tem forte sazonalidade, recuando em períodos de concentração de grandes vencimentos.
- Segundo ele, é natural que esse indicador diminua quando há maior número de pagamentos de dívida no curto prazo.
- O colchão de liquidez registrou queda nominal de 25,73%, passando de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885,42 bilhões em março.
- Os dados estão no Relatório Mensal da Dívida (RMD) divulgado na segunda-feira, 27 de abril.
O colchão de liquidez da dívida pública brasileira apresentou recuo, segundo o Relatório Mensal da Dívida (RMD). A leitura é associada à sazonalidade, especialmente em períodos com grandes vencimentos.
Dados oficiais mostram que o colchão caiu 25,73% na comparação entre fevereiro e março, de 1,192 trilhão para 885,42 bilhões de reais. O movimento consta no relatório divulgado nesta segunda-feira.
Quem comenta o fenômeno é Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de macro e dívida pública da Warren Investimentos. Ele explica que a concentração de vencimentos costuma pressionar o indicador em determinadas épocas do ano.
A explicação de Vital sugere que a queda não reflete mudança estrutural na liquidez, mas sim variações sazonais específicas do calendário de pagamentos da dívida pública. O relatório detalha ainda demais aspectos do endividamento federal.
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