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SC inaugura usina de biometano dejetos suínos e mostra potencial bilionário

Campos Novos inaugura usina de biometano certificada pela ANP, primeira da América Latina, com potencial de R$ 180 bilhões e contratos de longo prazo

A planta da H2A Bioenergia em parceria com a Copercampos custou R$ 65 milhões e tem capacidade diária de 16 mil m³ de biometano certificado — volume que será distribuído tanto por carretas quanto injetado na rede de gás de Santa Catarina. (Foto: Divulgação/H2A Energia)
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  • Usina de biometano em Campos Novos, Santa Catarina, da H2A Bioenergia em parceria com a Copercampos, é a primeira da América Latina certificada pela ANP para transformar dejetos de suínos em combustível renovável.
  • A planta tem capacidade diária de 16 mil m³ de biometano certificado, além de 23 mil m³ de biogás e 12 toneladas de CO₂ de grau alimentício, com venda por carretas ou injeção na rede de Santa Catarina.
  • O investimento foi de 65 milhões de reais; o modelo envolve o produtor rural, que fornece matéria-prima e espaço, recebendo parte da receita, enquanto a empresa oferece tecnologia e gestão.
  • O Brasil utiliza apenas 1,5% do seu potencial de biometano, em um mercado estimado em 180 bilhões de reais; a empresa planeja 22 novas plantas em Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo, com licenças já em andamento em SC.
  • Planos de expansão incluem segunda usina em Rio Verde, Goiás, ainda neste ano, e um terceiro projeto em Ponta Grossa, Paraná, além de avaliação de gasodutos e possíveis importações para outros países.

O Brasil inaugura a primeira usina de biometano de dejetos suínos certificada pela ANP na América Latina. Localizada em Campos Novos, Santa Catarina, a planta transforma resíduos de suinocultura em combustível renovável. O projeto visa ampliar o aproveitamento de resíduos e reduzir emissões.

A planta, criada pela H2A Bioenergia em parceria com a Copercampos, custou 65 milhões de reais. Tem capacidade diária de 16 mil m³ de biometano certificado e 23 mil m³ de biogás, com 12 toneladas de CO₂ de grau alimentício para a indústria. Parte da produção é injetada na rede.

O biometano será distribuído por carretas e também inserido na rede de gás de Santa Catarina. A certificação da ANP viabiliza contratos no mercado regulado e a emissão de CBios, fortalecendo a receita de produtores rurais e a transição energética.

A iniciativa busca ampliar o uso do biometano no país, ainda que o Brasil aprove apenas 1,5% do seu potencial estimado em 180 bilhões de reais. A Abren aponta que mais de 40% dos resíduos urbanos ainda vão para lixões e aterros.

A meta é ampliar o projeto com 22 novas plantas em Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo. No Amapá, Papanduva e Videira já existem unidades em licenciamento pela ANP. A previsão é de operação até 2027 em diversas cidades.

O modelo de negócio envolve o produtor rural que fornece matéria-prima e espaço, recebendo parte da receita do biometano. A H2A Bioenergia fornece tecnologia, gestão e operação do ativo, com apoio da certificação ANP.

A distribuição envolve a SCGás, com transporte por carretas e possível expansão da rede de gasodutos. Estudos de expansão já contemplam futuras ligações de gasodutos para facilitar o uso industrial e o transporte do biometano.

Os resíduos da suinocultura passam por biodigestão anaeróbia e purificação por membranas de alta tecnologia. O processo atinge pureza acima de 96%, atendendo aos padrões da ANP para combustível renovável.

A Copercampos destaca a diversificação energética como objetivo, ampliando a participação em soluções de energia. A cooperativa já participa de PCHs e projetos fotovoltaicos, com planos de investir em novas etapas de biogás e etanol.

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