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Setor imobiliário inicia 2026 com alta de 19,3% em lançamentos, diz pesquisa

Alta de 19,3% em lançamentos nos 12 meses até janeiro reforça o papel do Minha Casa, Minha Vida e sustenta debates sobre uso do FGTS

Pessoa em frente a prédio em construção no Rio de Janeiro
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  • Nos 12 meses até janeiro de 2026, os lançamentos do setor imobiliário cresceram 19,3% em relação ao período anterior, segundo a Abrainc em parceria com a Fipe.
  • O Minha Casa, Minha Vida registrou alta de 20,8% em unidades lançadas, mantendo-se como principal motor do mercado.
  • O segmento Médio e Alto Padrão avançou 11,1%, indicando retomada na oferta de novos projetos.
  • Os números reforçam a ideia de resiliência e maturidade do setor, com funding do FGTS contribuindo para o acesso à moradia.
  • O governo sinalizou uso do FGTS para abater dívidas no novo programa de contenção de endividamento; o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a medida e citou um percentual de limitação para a garantia do fundo.

Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, o setor imobiliário registrou alta de 19,3% nas unidades lançadas, frente ao período anterior, conforme indicadores da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras) em parceria com a Fipe. O dado reforça a recuperação do mercado.

A Abrainc aponta que o desempenho reflete equilíbrio entre os segmentos de renda, mantendo a trajetória de crescimento do setor mesmo diante de desafios macroeconômicos. O analista aponta que a resiliência vem acompanhado de maturidade no ciclo.

O Minha Casa, Minha Vida avançou 20,8% nas opções lançadas, consolidando-se como motor do mercado, segundo o estudo. O segmento Médio e Alto Padrão teve alta de 11,1%, indicando recuperação na oferta de projetos de maior faixa de preço.

Segundo o presidente da Abrainc, Luiz França, os números comprovam confiança na demanda de longo prazo e na estabilidade regulatória. Ele lembra que o MCMV tem funding apoiado pelo FGTS e taxas de juros definidas, o que facilita o acesso à moradia.

França também ressalta a importância da continuidade de políticas estáveis e do uso do FGTS como alavanca. Afirmou que mudanças abruptas podem impactar o ritmo de crescimento, arrecadação e empregos no setor.

Uso do FGTS e cenário macroeconômico

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o FGTS poderá ser utilizado para abater dívidas no novo programa de controle do endividamento. A medida visa ampliar a capacidade de pagamento de famílias endividadas.

Durigan explicou que há limitações quanto ao uso do fundo, definidas por percentual de saque, para manter a garantia do próprio FGTS. A fala ocorreu em meio a discussões sobre flexibilizações de uso do saldo.

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