- Mercado aponta corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,5% ao ano, na próxima reunião do Copom, nesta terça e quarta.
- O objetivo é manter a ancoragem das expectativas mesmo com pressões inflacionárias recentes, com o IPCA em 4,1% ao ano.
- A inflação é puxada pela alta de combustíveis, enquanto o petróleo sobe devido à guerra no Oriente Médio.
- Na reunião anterior, o Copom reduziu a Selic de 15% para 14,75%, destacando recuo da inflação e das expectativas.
- A maioria dos agentes vê o caminho como gradual; há 7% que defendem manutenção e 7% que aguardam cortes mais profundos.
O Banco Central deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, na reunião do Copom desta terça e quarta. O movimento ocorre apesar da inflação pressionada pela alta do petróleo.
A decisão do Copom define a taxa básica de juros que influencia empréstimos e investimentos de renda fixa, como o Tesouro Selic.
A maior parte do mercado aposta no recuo mínimo, com 84% dos agentes que operam opções de Copom prevendo queda para 14,5% ao ano.
Minoria se divide entre manutenção da taxa e corte maior. Identificam-se 7% que esperam manter os 14,75% e 7% que projetam 14,25%.
Na reunião anterior, o Copom já havia reduzido a Selic de 15% para 14,75% ao ano, citando recuo da inflação atual e das expectativas.
O IPCA desacelerou para 4,1% ao ano, desde 5,53% anterior, ainda acima da meta com tolerância de 1,5 ponto percentual.
A alta do petróleo preocupa pela possibilidade de pressionar o custo de vida, especialmente via combustíveis, como diesel, gasolina e etanol.
O conflito no Oriente Médio, em evolução, amplia incertezas sobre preços de commodities e condições financeiras globais, influenciando a postura do BC.
Outros bancos centrais, como dos EUA, Reino Unido, zona do euro, Japão e China, também mostraram cautela diante da volatilidade dos mercados devido ao petróleo.
Contexto: petróleo e inflação
Em meio a esse cenário, o BC busca equilíbrio entre manter a inflação sob controle e não frear demais a atividade econômica, mantendo credibilidade e ancoragem das expectativas.
Cenário externo
Analistas destacam que decisões internacionais ajudam a calibrar o ritmo de cortes no Brasil, com o mercado monitorando novas leituras sobre inflação, câmbio e cenários geopolíticos.
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