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Brasília registra a menor prévia da inflação do país em abril

Brasília registra a menor prévia de inflação entre as regiões pesquisadas em abril, com IPCA-15 de 0,41%, 0,48 ponto percentual abaixo da média nacional de 0,89%

No grupo alimentação e bebidas, entre os itens que mais encareceram estão tomate, com alta de 17,32%; cebola, com 20,51%; leite longa vida, com 6,35%; pão francês, com 2,17%; e refeição fora de casa, com 0,63% - (crédito: Whisk/Google IA)
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  • Brasília registrou IPCA-15 de 0,41% em abril de 2026, menor taxa entre as 11 regiões pesquisadas pelo IBGE.
  • O resultado ficou 0,48 ponto percentual abaixo da média nacional, de 0,89%, e março já havia mostrado 0,44% na capital.
  • Alimentos e bebidas aceleraram a inflação, em 0,99%, respondendo por 0,17 ponto no índice; itens como tomate (altura de 17,32%) e cebola (20,51%) foram os mais impactantes.
  • O grupo transportes acelerou de 0,14% para 0,39%; óleo diesel subiu 12,78%, ônibus urbano 9,11% e passagem aérea caiu 10,88%.
  • Vestuário foi o único grupo a recuar (-0,61%), enquanto saúde registrou alta de 0,52% com reajustes em consultas, dentista e planos de saúde. (Acumulado no ano: 1,92%; em doze meses: 4,14%)

Brasília registrou a menor prévia de inflação do país em abril. O IPCA-15 na capital ficou em 0,41% e ficou 0,48 ponto percentual abaixo da média nacional de 0,89%. A divulgação ocorreu nesta terça-feira (28/4/2026).

No acumulado do ano, o IPCA-15 de Brasília soma 1,92%. Nos últimos 12 meses, a inflação da capital chega a 4,14%.

Alimentos e bebidas puxam a inflação

Entre os nove grupos avaliados, oito registraram alta em abril no Distrito Federal. Alimentação e bebidas subiu 0,99%, respondendo por 0,17 ponto no índice total, com tomate ( +17,32%), cebola ( +20,51%) e leite longa vida ( +6,35%) entre os itens mais caros.

Apesar da pressão, alguns produtos ficaram mais baratos, como frango em pedaços (-3,68%), queijo (-1,72%), café moído (-1,72%) e chocolate (-2,30%).

Transportes aceleram e contribuem para o índice

O grupo transportes subiu de 0,14% em março para 0,39% em abril. Destaques de alta incluem óleo diesel ( +12,78%), ônibus urbano (+9,11%), automóvel novo (+1,42%) e gasolina (+1,38%). Conserto de automóvel também avançou ( +1,94%).

A redução veio com a passagem aérea, que ficou 10,88% mais barata, ajudando a conter o índice da capital.

Saúde e vestuário

Saúde e cuidados pessoais subiu 0,52% em abril, impulsionado por consultas médicas (+3,50%), serviços de dentista (+2,08%) e produtos para pele (+2,04%). Planos de saúde aumentaram 0,50%.

Entre os grupos, vestuário foi o único a registrar queda: -0,61%. Itens com maior recuo: blusa (-2,91%), roupas infantis (-3,44%) e roupas masculinas (-0,89%).

Sobre a divulgação e abrangência

O IPCA-15 mede a variação de preços para famílias que recebem entre um e 40 salários mínimos, com coleta entre 18 de março e 15 de abril de 2026. A comparação considera preços vigentes entre 13 de fevereiro e 17 de março.

Além de Brasília, o levantamento inclui Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém, Fortaleza e Goiânia. A próxima divulgação ocorre em 27 de maio.

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