- Inflação do setor de construção civil foi de 1,04% em abril, a maior para o mês desde 2010 (16 anos).
- O INCC-M (Mercado) subiu 12 meses, passando de 6,28% em abril; era 5,81% em março.
- A CBIC afirma que o resultado ficou acima do esperado e a pressão tende a piorar em maio.
- Reajustes de insumos, como derivados de petróleo e PVC, contribuíram para a alta de custos no setor.
- Governo Lula planeja ampliar metas de moradias para 2026 e fará aporte extra de 20 bilhões ao Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida.
O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado) mostrou alta de 1,04% em abril, a maior para o mês em 16 anos. O indicador mede a variação dos custos de obras habitacionais. O resultado ficou acima do esperado pela CBIC e pode sinalizar pressão maior para maio.
A CBIC afirma que o desempenho de abril eleva o cenário de custos para o setor, o que pode impactar projetos assistidos por programas públicos de habitação. O governo pretende ampliar entregas no Minha Casa Minha Vida e manter meta de 3 milhões de moradias até o fim do mandato, com aporte adicional de 20 bilhões ao fundo social.
Em termos de variação anual, o INCC-M acelerou de 5,81% em março para 6,28% em abril, alcançando o maior patamar desde novembro de 2025. Analistas destacam que a alta pode ter sido impulsionada por reajustes em insumos e, segundo a CBIC, por atrasos na entrega de materiais.
Dionyzio Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais de Tecnologia e Produtividade da CBIC, destacou que o Minha Casa Minha Vida não permite reajustes contratuais, mas afirmou que há espaço para margens nas empresas de construção. Ele citou custos de insumos mais elevados e a possibilidade de efeitos por tensões internacionais.
Segundo o dirigente, a janela de pagamento e recebimento de itens costuma ocorrer com atraso de cerca de 30 dias. Um cenário de maior pressão pode ocorrer se a guerra no Oriente Médio se prolongar e os preços de insumos continuarem em alta, segundo a avaliação da CBIC.
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