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Crise de combustível pressiona aéreas europeias contra benefícios aos passageiros

Crise de combustível leva companhias aéreas europeias a pressionar Reino Unido e União Europeia por suspensão temporária de regras de bagagem, compensação e slots

Uma aeronave da Brussels Airlines se prepara para pousar no Aeroporto Internacional de Bruxelas em meio a uma possível escassez de combustível de aviação na Europa, em Zaventem, Bélgica, 17 de abril de 2026
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  • As companhias aéreas europeias usam a crise dos combustíveis para pressionar Reino Unido e União Europeia a rever regulações, incluindo a ideia de permitir que passageiros levem duas bagagens de mão gratuitas.
  • O setor defende retirar medidas como a nova franquia de bagagem, pagamentos ambientais e mudanças nos esquemas de compensação aos passageiros para reduzir custos.
  • Executivos citados incluem o CEO da Wizz Air, József Váradi, que questiona as consequências de políticas externas; a EasyJet prevê prejuízo na primavera; a Lufthansa cancelou cerca de vinte mil voos; e a Virgin Atlantic sinalizou dificuldades de lucro.
  • Há pressão por mudanças temporárias em regras de tankering, compensação por voos cancelados e em slots aeroportuários, com o Reino Unido já sinalizando isenção da regra “use ou perca” em caso de falta de combustível.
  • Autoridades europeias estudam flexibilidades temporárias, mantendo preocupação com turismo e empregos, enquanto avaliam impactos de maior custo para as companhias e consumidores.

O setor aéreo europeu teme o impacto da alta dos combustíveis sobre custos e tarifas. Companhias da UE e do Reino Unido pressionam Bruxelas e Londres a rever uma série de regras, incluindo a franquia de bagagem gratuita. A pandemia já alterou o equilíbrio financeiro, e a crise atual agrava o desafio.

Provedores de passagens apontam que medidas como a franquia de duas bagagens de mão limitariam a capacidade de as empresas enfrentarem o aumento de preços. Lobistas argumentam que regras de compensação, taxas ambientais e regras de serviço ao passageiro elevam custos operacionais.

Trecho da pressão se intensifica com comentários de executivos e resultados recentes de companhias. A EasyJet prevê prejuízo maior no trimestre de primavera; a Lufthansa cancelou cerca de 20 mil voos; a Virgin Atlantic sinaliza dificuldade de lucratividade neste ano. Diversas empresas pedem igualdade de condições competitivas.

Entre as propostas em debate, está a possibilidade de os passageiros levarem gratuitamente uma segunda bagagem maior a bordo. Algumas companhias já adotam essa regra, mas o setor teme que isso eleve preços e prejudique modelos com giro rápido de aeronaves.

O setor defende ainda flexibilizar regras de tankering, que impedem o abastecimento com combustível barato fora da região. Em carta publicada, o grupo Airlines 4 Europe pediu suspensão temporária dessas regras para enfrentar a crise. A ideia é reduzir inseguranças operacionais frente à volatilidade de custos.

Mudanças também são solicitadas nas regras de compensação por voos cancelados e nos critérios de uso de slots aeroportuários. Parlamentares discutem ajustes para reduzir impactos financeiros sobre as empresas sem prejudicar direitos dos passageiros.

No Reino Unido, o governo informou que pode permitir isenções da regra use ou perca de slots quando a escassez de combustível inviabilizar voos. Em Bruxelas, autoridades resistem a mudanças amplas, ainda que reconheçam necessidade de ajustes temporários.

Políticos europeus destacam que o setor sustenta mais de 5 milhões de empregos na região. O comissário de transportes Apostolos Tzitzikostas afirmou que haverá flexibilidades temporárias em slots, tankering, serviços públicos e direitos dos passageiros, se a crise persistir, sem orientar mudanças no comportamento de viagem dos cidadãos.

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