- O diesel é o combustível mais usado no transporte de cargas no Brasil, e cerca de 30% do diesel consumido no mercado interno vem de importação, tornando o setor vulnerável a crises globais.
- Gargalos geográficos como o estreito de Malaca e o estreito de Ormuz concentram grandes fluxos de petróleo e combustíveis e têm sido atingidos por tensões internacionais.
- A oferta global reduzida, em parte por ataques a infraestrutura de exportação da Rússia, aumenta a competição por diesel no mercado internacional.
- O ciclo logístico do combustível até chegar aos portos brasileiros leva entre 40 e 45 dias, com estoques atuais cobrindo 25 a 35 dias de consumo.
- No preço na bomba, a distribuição representa cerca de 5%; o combustível corresponde a 55%, tributos a 17%, mistura de biocombustíveis a 13% e margem de revenda a 10%.
O diesel, principal combustível do transporte de cargas no Brasil, enfrenta pressão por crise e tensões internacionais. O setor logístico atua para manter previsibilidade de abastecimento no país, diante de volatilidade global.
Cerca de 30% do diesel consumido no mercado interno vem de importação, segundo o setor. Níveis de estoque e a logística nacional dependem de decisões rápidas em um cenário de oferta restrita.
Globais estrangulamentos aumentam o risco, com rotas estratégicas como o estreito de Malaca e o estreito de Ormuz sob influência de tensões geopolíticas. A Russia, pressionada por ataques a infraestrutura de exportação, intensifica a competição por diesel.
A logística de reposição envolve um ciclo de 40 a 45 dias até chegar aos portos brasileiros. Estoques que cobrem 25 a 35 dias de consumo ajudam a amortecer parte da demora.
Distribuidoras precisam mobilizar capital adicional para contratar navios, ampliar tancagem e aceitar prêmios maiores no mercado internacional. A operação fica sobrecarregada por decisões rápidas e coordenação global.
A energia internacional pressiona a cadeia de suprimento, enquanto a demanda interna por transporte de cargas e pelo agronegócio exige continuidade. O custo de reposição se reflete nos reajustes na ponta da cadeia.
O conjunto de custos do consumidor final envolve, aproximadamente: 55% pelo combustível, 17% de tributos, 13% pela mistura de biocombustíveis e 10% pela margem de revenda. A distribuição representa cerca de 5% do preço na bomba.
Em síntese, a distribuição atua como elo de proteção contra choques externos, assegurando o abastecimento mesmo em cenários de alta pressão internacional. O efeito direto recai sobre o fluxo logístico e o custo final de combustível.
Este material foi produzido com a participação da Vibra, que detalha a atuação do setor diante do cenário internacional. As informações e análises refletem o entendimento do mercado, sem apontar responsáveis.
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