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Desenrola 2.0: o que muda no programa de renegociação de dívidas

Desenrola 2.0 promete até 90% de desconto em dívidas com juros altos e uso do FGTS; lançamento pode ocorrer em 1º de maio, visando milhões de endividados

Governo aposta em abatimentos elevados para tirar milhões de brasileiros do endividamento
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  • Desenrola 2.0 deve oferecer descontos de até 90% em dívidas com juros altos, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
  • Programa permitiria o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas, sem exigir quitação total do saldo.
  • A proposta foi finalizada com instituições financeiras e pode chegar ao presidente para lançamento próximo ao Dia do Trabalhador, em 1º de maio.
  • Economistas avaliam que a medida pode aliviar milhões de famílias endividadas, embora não trate das causas estruturais do endividamento.
  • Além dos descontos, governo sinaliza condições de pagamento melhores e possibilidade de acesso a novo crédito com taxas mais baixas, após a renegociação.

O governo trabalha em um novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, que deve oferecer descontos de até 90% e permitir o uso do FGTS para quitar débitos. A proposta foi elaborada com instituições financeiras e será apresentada ao presidente, com possível lançamento em 1º de maio, Dia do Trabalhador.

O foco do programa são dívidas com juros altos, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A ideia é reduzir o peso dessas dívidas sobre as famílias para facilitar renegociações futuras e evitar o endividamento continuado.

Especialistas consultados pelo portal destacam que a medida pode trazer alívio a milhões de brasileiros. Segundo analistas, o desconto elevado ajuda quem está em situação de superendividamento, mas há ressalvas sobre causas estruturais do problema.

Descontos e condições de pagamento

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, além dos descontos, o programa prevê condições de pagamento mais favoráveis, com dívidas menores abrindo caminho para novas linhas de crédito com taxas mais baixas. Hoje, juros de 6% a 10% ao mês dificultam a saída do endividamento.

Uso do FGTS permanece autorizado

Durigan confirmou que o FGTS pode ser usado na renegociação, sem exigir quitação total para acessá-lo. A ideia é permitir que o trabalhador utilize parte do saldo para quitar parte da dívida, com impacto imediato na renda familiar.

Alcance do programa e prazo

A expectativa é que o Desenrola 2.0 atinja dezenas de milhões de brasileiros, incentivando renegociações simples junto aos bancos. O ministro deixou claro que o programa não será recorrente, servindo a um objetivo específico de redução do endividamento elevado.

Contexto econômico

Especialistas ressaltam que, mesmo com o potencial de redução de até 90% das dívidas, as causas estruturais do endividamento—juros elevados, educação financeira limitada e dificuldades econômicas—exigem atenção contínua e políticas de longo prazo.

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