- O Morgan Stanley afirma que o dólar continua sendo a moeda de referência internacional, mesmo com debates sobre desdolarização.
- O relatório aponta que o dólar representa entre 60% e 70% das reservas de bancos centrais, mesmo com o aumento do peso do ouro.
- O estudo menciona o marco regulatório das stablecoins nos Estados Unidos, citando o Genius Act aprovado no ano passado.
- Segundo o banco, a visão de investimento global favorece a bolsa dos Estados Unidos, com otimismo também em mercados emergentes da América Latina, como México e Brasil, apesar de potencial volatilidade eleitoral no Brasil.
- O diretor de investimentos, Renato Grandmont, destacou a oscilação do dólar frente ao euro, que variou de 1,02 no início do ano anterior a 1,18, lembrando que, nos últimos dez anos, fica entre 1 e 1,25.
O Morgan Stanley divulgou um relatório que desmonta a ideia de desdolarização e sustenta que o dólar continua sendo a moeda de referência mundial. O estudo aponta que o dólar representa entre 60% e 70% das reservas de bancos centrais e de transações internacionais.
Renato Grandmont, diretor de investimentos do banco, afirma que o dólar permanece como porto seguro para investidores. Segundo ele, mesmo com o aumento do ouro nas carteiras de diversas instituições, a moeda norte-americana continua dominante pela liquidez.
O relatório comenta ainda o cenário de criptomoedas, citando a regulação americana. O Genius Act, previsto nos EUA, serve como base para as stablecoins, segundo o documento.
Dólar como porto seguro
Grandmont destaca que, apesar do crescimento da fatia de ouro nas reservas, o dólar continua a liderar. A análise aponta que a moeda representa a maior parte das posições de bancos centrais, reforçando sua função de referência global.
O texto ressalta que o sistema jurídico dos EUA proporciona uma base de tranquilidade aos investidores. Pequenas dúvidas sobre a liderança do dólar surgem, mas não alteram o panorama de longo prazo, segundo o relatório.
O executivo cita a volatilidade recente da moeda, lembrando que, nos últimos 10 anos, o dólar ficou entre 1,0 e 1,25 frente ao euro. O patamar atual é citado como referência para avaliações de risco.
Perspectivas para mercados emergentes
O Morgan Stanley mantém visão otimista para a bolsa norte-americana, considerada a principal posição de overweight. Em seguida, o banco aponta perspectivas positivas para alguns mercados emergentes, especialmente na América Latina, como México e Brasil.
A equipe reforça atenção à volatilidade política brasileira, prevista em função de eleições. Em comparação com a Ásia, países da região são mais sensíveis à alta de petróleo, que impacta especialmente importadores de crédito energético.
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