- O dólar fechou em R$ 4,9824, após ter ultrapassado R$ 5 pela manhã, com mínima de R$ 4,9725.
- Projeções apontam dólar a R$ 4,90 ou até R$ 4,80 nos próximos dias, ainda com possível movimento de alta volátil.
- Fatores para o movimento incluem demanda por divisas latino-americanas no fim de sessão, rolagem de posições no mercado futuro e entrada de exportadores aproveitando a escalada do dólar.
- O Copom é visto como prestes a anunciar o segundo corte da Selic em 0,25 ponto, para 14,50%, fortalecendo o cenário de real mais atrativo.
- O Brent fechou em US$ 104,40 o barril, com o petróleo sustentando os termos de troca do Brasil; o real acumula queda de 3,79% em abril e queda de 9,32% no ano.
O dólar fechou o dia em R$ 4,9824, após ter passado de R$ 5 pela manhã. A mudança ocorreu com a inflação sob controle e apoio de fatores técnicos de fim de mês, o que ajudou a recuar no período da tarde.
O real se manteve estável durante boa parte do pregão, beneficiado pela manutenção dos preços do petróleo em níveis elevados e pela expectativa de cortes na taxa Selic. Operadores destacaram apetite renovado por câmbio na segunda etapa de negócios.
Na Vale da manhã, o dólar chegou a R$ 5,00, mas recuou para a marca observada no fechamento. Técnicas de rolagem de posições no mercado futuro também teriam contribuído para a volatilidade de curto prazo.
Influência do petróleo e da política monetária
O Brent, referência de preços para importações brasileiras, avançou para US$ 104,40 o barril, com a continuidade de fluxos pelo estreito de Ormuz. Analistas apontam que o cenário externo reduz a aversão ao risco, favorecendo o real.
O Copom é aguardado para anunciar, ainda nesta semana, o segundo corte da Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50%. A comunicação deve manter a cautela na calibração da política monetária, segundo especialistas.
Perspectivas e riscos
O dólar pode oscilar para R$ 4,90 ou até R$ 4,80 nos próximos dias, dependendo de avanços geopolíticos e de indicadores locais. O índice DXY registra leve alta no fim da tarde, mas o câmbio brasileiro mantém desempenho favorável em abril.
Citi ressalta que parte da valorização do real ocorreu com o petróleo em alta e menor aversão ao risco, apesar de riscos externos persistirem. A instituição projeta dólar em torno de R$ 5,35 até o fim de 2026.
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