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Escala 6×1 e carga tributária pressionam rentabilidade da Gerdau, diz CEO

Werneck aponta que a jornada 6x1 e a alta carga tributária dificultam rentabilidade no Brasil, enquanto a operação na América do Norte mostra resultados.

Gustavo Werneck diz que custos mais altos decorrentes dos impactos do conflito no Oriente Médio já estão presentes no dia a dia da empresa
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  • O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirma que fim da jornada 6×1 e alta carga tributária dificultam investimentos e reduzem a rentabilidade no Brasil.
  • A operação da empresa na América do Norte vai bem, segundo Werneck, colhendo frutos de cerca de dez anos de investimentos.
  • A demanda por aço na região deve ser sustentada pelo crescimento de datacenters na América do Norte; medidas de defesa comercial devem favorecer o setor industrial local.
  • O CFO Rafael Japur diz que, se o setor automobilístico se recuperar, as margens do segmento de aços especiais no Brasil podem melhorar, mas há incerteza por custos elevados ligados aos conflitos no Oriente Médio.
  • No primeiro trimestre, a margem no Brasil ficou em 9,2%; custos adicionais de frete e gás natural seguem pressionando a empresa, e há expectativa de maior pressão nos próximos meses, com a necessidade de atuação do governo na defesa comercial.

O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou nesta terça-feira, 28, que temas como a jornada 6×1 e o aumento da carga tributária dificultam o ambiente de negócios no Brasil e reduzem a rentabilidade das empresas. Ele destacou que tais discussões criam obstáculos ao investimento.

Werneck ressaltou que o dia a dia dos empreendedores brasileiros enfrenta mais incertezas por conta de mudanças regulatórias, em contraste com a operação da empresa na América do Norte, que tem apresentado bom desempenho. Segundo ele, a região se beneficia de investimentos iniciados há cerca de 10 anos.

A partir dessas referências, o executivo disse que a demanda na América do Norte permanece resiliente, com o pipeline de datacenters sustentando o consumo de aço. Também indicou que as medidas de defesa comercial devem favorecer o setor industrial do país.

No Brasil, o CFO Rafael Japur afirmou que a recuperação do setor automotivo pode impulsionar o segmento de aços especiais da Gerdau, elevando margens no país. Ele, contudo, alertou sobre incertezas ligadas aos custos decorrentes de conflitos no Oriente Médio.

Durante a conferência de resultados, Werneck afirmou que os custos mais altos já impactam as operações e que, no primeiro trimestre, a empresa os mitigatevia por meio de renegociação de contratos, ganhos de eficiência e resultados de investimentos.

Para o segundo trimestre, a empresa espera maior pressão de custos, com fornecedores buscando reajustes. Ainda assim, o CEO disse que o patamar de rentabilidade no Brasil precisa ser mantido e, gradualmente, melhorado, mesmo diante dos desafios.

Quanto a ajustes de preço, Werneck preferiu falar em buscar um patamar de rentabilidade sustentável no Brasil, ao invés de aumentar preços de forma direta. O executivo citou como essencial a continuidade de ações de defesa comercial.

O CFO Rafael Japur mencionou que, apesar da melhoria de margem no primeiro trimestre, a rentabilidade ainda fica perto de 9,2% no Brasil. Ele destacou que fretes terrestres e o preço do gás natural são pontos relevantes de aumento de custos.

Sobre o cenário de custos, Japur observou que os impactos da guerra e dos conflitos regionais já se refletem no dia a dia da empresa, além dos preços do carvão. Ele indicou que há incerteza sobre o comportamento das importações no curto prazo.

Werneck também comentou sobre a percepção de melhora gradativa da demanda doméstica e a necessidade de atuação governamental para manter a competitividade do setor. Ele elogiou a nomeação de pessoas com experiência para o MDIC, que devem dar continuidade aos processos.

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CEO da Gerdau diz que jornada 6x1 e alta tributação dificultam investimentos e reduzem a rentabilidade no Brasil

Gustavo Werneck diz que custos mais altos decorrentes dos impactos do conflito no Oriente Médio já estão presentes no dia a dia da empresa
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  • O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirma que discussões como a jornada 6×1 e o aumento da carga tributária dificultam investimentos e reduzem a rentabilidade no Brasil.
  • A empresa diz que a operação na América do Norte vai bem, com frutos de investimentos de cerca de dez anos, e que a demanda no setor se mantém resiliente no médio prazo.
  • No Brasil, o CFO Rafael Japur avalia que a recuperação do setor automotivo pode melhorar as margens dos aços especiais, mas há incertezas com custos devido aos conflitos no Oriente Médio.
  • Werneck aponta que custos mais altos, como fretes, gás natural e carvão, já impactam a empresa e devem aumentar no segundo trimestre; a gestão tem buscado competitividade para mitigar esses efeitos.
  • A defesa comercial com antidumping é vista como necessária para retomar a rentabilidade no Brasil, enquanto o executivo reconhece sinais de melhora gradual da demanda doméstica e de preços em alguns produtos.

O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, disse nesta terça-feira que discussões sobre a jornada 6×1 e o aumento da carga tributária dificultam o ambiente para investimentos e reduzem a rentabilidade das empresas no Brasil. Ele ressaltou que esse vaivém regulatório aumenta a dificuldade de manter margens estáveis no país.

Werneck apontou que a operação da Gerdau na América do Norte tem apresentado bom desempenho, decorrente de investimentos realizados ao longo de cerca de 10 anos. O executivo citou que a demanda regional tem sido fortalecida pela construção de datacenters e pela defesa comercial, que deve favorecer o setor industrial norte-americano.

Desafios no Brasil e impacto em custos

O CFO Rafael Japur afirmou que, se o setor automotivo local se recuperar, pode haver melhoria nas margens do segmento de aços especiais da empresa. Contudo, há incerteza causada pelo aumento de custos ligados a conflitos no Oriente Médio, que já impactam as operações.

Durante a conferência de resultados, Werneck informou que os custos elevados já impactam o dia a dia da companhia. No primeiro trimestre, a Gerdau freou parte desses efeitos por meio de renegociação de contratos e de investimentos. Para o segundo trimestre, a expectativa é de pressão adicional sobre custos.

Werneck ressaltou que a rentabilidade no Brasil precisa se manter e, gradualmente, melhorar, mesmo com a pressão de custos. Sobre reajustes de preços, o CEO disse que a empresa busca um patamar de rentabilidade sustentável, sem classificar como aumento de preços.

Perspectivas de mercado e defesa comercial

O executivo afirmou que o ambiente de negócios, embora desafiador, não pode barrar medidas antidumping propostas pelo governo. A expectativa é que a aplicação dessas medidas possa contribuir para a competitividade de produtos no Brasil.

Japuro destacou ainda que a percepção de demanda doméstica tem sinais de melhoria, com dinâmica levemente positiva de preços em alguns itens. Em relação às importações, ele ressaltou a dificuldade de prever movimentos futuros devido a fretes mais caros e à valorização do real frente ao dólar.

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