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Escassez de galpões logísticos eleva preços e intensifica competição por espaços

Escassez de galpões em São Paulo eleva preços e acelera busca por novas áreas, com 58% do estoque previsto já pré-locado para 2026

No primeiro trimestre, a absorção bruta de galpões logísticos no mercado brasileiro somou 1,1 milhão de metros quadrados, alta de 83% em relação ao mesmo período de 2025 (Foto: David Peinado/Bloomberg)
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  • Em São Paulo, maior polo logístico do país, há escassez de espaços, com 58% do estoque previsto para entrega em 2026 já pré-locado, segundo a CBRE.
  • No primeiro trimestre, a absorção bruta de galpões no Brasil chegou a 1,1 milhão de m², alta de 83% frente ao mesmo período de 2025; a absorção líquida subiu 358% para 562 mil m².
  • O custo de capital anda limitando o crescimento, apesar da demanda impulsionar novas incorporações; há expectativa de queda da taxa de juros para acelerar a produção.
  • A vacância em São Paulo ficou em cerca de 7% no trimestre; Barueri opera com 2% de disponibilidade, Minas Gerais em 5,8% e o Rio de Janeiro, perto de 12%.
  • Aproximadamente 96% das novas entregas ocorreram em um raio de até 30 quilômetros de São Paulo, com a capital concentrando 62% da absorção; aluguéis próximos à cidade podem chegar a até R$ 50 por m².

O mercado de condomínios logísticos em São Paulo, o maior polo do país, vive escassez que pode redefinir o cenário para este ano. Dados da CBRE apontam que 58% do estoque previsto para entrega em 2026 já está pré-locado, sinalizando demanda agressiva.

O executivo da CBRE Brasil, Rodrigo Couto, afirma que a escassez já é real e que há poucas opções disponíveis no mercado. O levantamento também aponta expansão significativa do BTS, ou construção sob medida, impulsionando o ritmo de entrega.

No primeiro trimestre, a absorção bruta no Brasil atingiu 1,1 milhão de m², alta de 83% frente a 2025. A absorção líquida avançou 358% na mesma base, para 562 mil m², reforçando o dinamismo do setor.

Principais polos

A taxa de vacância no eixo São Paulo ficou em 7% no trimestre, segundo a CBRE, com Barueri operando a apenas 2% de disponibilidade. Minas Gerais registra 5,8% e o Rio de Janeiro, 12%.

A região de São Paulo manteve o ritmo, entregando ~269 mil m² em até 120 km da capital no 1T. Quase 96% das novas entregas ocorreram em até 30 km de SP, que concentrou 62% da absorção bruta.

Cajamar, Guarulhos, Barueri e Jundiaí seguem como polos estratégicos. Regiões como Araçariguama, Atibaia e Campinas aparecem como mercados complementares, com maior participação de oferta e demanda.

Preços e demanda

Locação mais próxima da capital paulista chega a ter valores de até R$ 50 por m². Áreas intermediárias variam entre R$ 26 e R$ 42, enquanto regiões distantes ficam entre R$ 22 e R$ 27 por m².

Os aluguéis sobem, com ganho real anual entre 5% e 10% nos últimos três anos. O desequilíbrio entre novo estoque e demanda pressiona a vacância, mantendo a curva de preços estável ainda neste ano.

O e-commerce continua como principal vetor de absorção, elevando a procura por ativos bem localizados e prontos para operações complexas. Em Guarulhos, uma única empresa ocupou 400 mil m² de uma vez, zerando o estoque local.

Perspectivas

Empresas que adiam investimentos podem esperar um a dois anos para ocupação de novos estoques ou até considerar mudanças regionais. Operadores logísticos, e-commerce e indústria responderam por cerca de 70% da absorção bruta no 1T, reforçando a liderança desses setores.

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