- Linha de crédito de R$ 10 bilhões para modernização de máquinas agrícolas foi anunciada por Geraldo Alckmin na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
- Os recursos devem ficar disponíveis em até três semanas, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos, colheitadeiras e outras máquinas.
- Executivos da Case IH e da Fendt afirmam que a medida pode destravar vendas, principalmente no mercado livre, diante da menor rentabilidade do produtor e de juros elevados.
- A renovação da frota é apontada como defesa importante, já que máquinas antigas elevam custo de manutenção e consumo de combustível.
- Críticas ao anúncio vieram de representantes do setor e autoridades, com acusações de crédito fantasma por parte de aliados do governo.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou uma linha de crédito de 10 bilhões de reais para a modernização de máquinas e implementos agrícolas. A declaração ocorreu na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), no domingo (26). O objetivo é facilitar o acesso a financiamentos com juros mais baixos para o setor.
Executivos de nomes como Case IH e Fendt acompanharam a apresentação e destacaram o potencial em um momento de pressão sobre a rentabilidade do produtor rural. A proposta é favorecer a aquisição de tratores, colheitadeiras e implementos por meio de parceiros como cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil.
Representantes da CNH Industrial, como Paulo Arabian, enfatizaram que a linha pode trazer alívio ao setor, especialmente frente a juros reais mais acessíveis. Ele lembrou que a combinação de juros baixos e inflação controlada melhora a viabilidade econômica para o produtor.
O executivo apontou ainda o envelhecimento da frota como desafio, citando maior consumo de combustível e menor eficiência. A Fendt, por meio de Marcelo Traldi, também ressaltou que qualquer financiamento que beneficie o agricultor é bem recebido pelo setor.
Apesar da perspectiva de recuperação, a presença de críticas marcou a manhã de debates na Agrishow. Em São Paulo e no Palácio do Planalto, opositores do governo registraram questionamentos sobre os impactos e a efetividade da medida.
Críticas ao anúncio
Durante a programação, membros da FPA, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o secretário de Agricultura do estado, Geraldo Melo Filho, mencionaram dúvidas sobre a efetividade do crédito. Melo Filho classificou a medida como crédito adicional com controvérsias.
O movimento de apoio ao setor agropecuário manteve o tom de expectativa, com a promessa de disponibilizar os recursos em até três semanas. A iniciativa integra uma nova modalidade do programa Move Brasil voltada ao agronegócio.
A linha de crédito visa financiar tratores, implementos e colheitadeiras, permitindo uso direto pela Finep ou por meio de parceiros. A estratégia busca estimular modernização e renovação da frota agrícola nacional.
O anúncio foi feito à frente de uma semana marcada por negociações sobre o manejo de crédito rural e investimentos no setor. O agronegócio continua sendo destaque macroeconômico e vetor de crescimento da economia brasileira.
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