- Valére Batista, irmã de Wesley e Joesley Batista, negocia com o BNDES uma linha de crédito para ampliar a produção de fertilizantes no país, via Stratos (VL Mineração).
- Stratos, que comprou a única mina de potássio em Sergipe, hoje produz cerca de 400 mil toneladas por ano e tempo pode chegar a 2 milhões, com investimento financeiro de centenas de milhões de reais.
- O financiamento alvo é estimado em torno de R$ 500 milhões, permitindo aumento de produção em cerca de 100 mil toneladas adicionais.
- O governo lançou o Plano Brasil Soberano 2, com até R$ 15 bilhões em créditos para fertilizantes; condições ainda serão definidas pelo CMN.
- O Brasil importa mais de noventa por cento dos fertilizantes, e a alta dependência é agravada por tensões no Oriente Médio que afetam preços e suprimentos.
O que ocorreu: a família Batista negocia com o BNDES a viabilização de uma linha de crédito para a produção de fertilizantes no Brasil. A etapa envolve a empresa Stratos, ligada a Valére Batista, irmã de Wesley e Joesley. A operação é apresentada como parte de um projeto maior.
Quem está envolvido: Valére Batista administra a VL Mineração, proprietária da única mina de potássio em atividade no país, em Sergipe. A Stratos já firmou acordo com a Mosaic e, agora, busca financiamento com o BNDES para expandir a produção.
Quando e onde: o negócio com a Mosaic foi fechado no fim de 2025. As tratativas com o BNDES ocorrem no contexto do Plano Brasil Soberano 2, visando crédito para fertilizantes em territórios nacionais, com foco em produção no Brasil.
Como e por quê: o objetivo é reduzir a dependência de importação de fertilizantes, hoje superior a 90% do consumo brasileiro. A medida busca melhorar a oferta de insumos, reduzir vulnerabilidade a crises geopolíticas e abastecer o agronegócio.
Contexto estratégico
Segundo fontes próximas, o Stratos pode elevar a produção anual de potássio de 400 mil para cerca de 2 milhões de toneladas, caso obtenha o financiamento. Um empréstimo de aproximadamente R$ 500 milhões permitiria aumentar a produção em até 100 mil toneladas.
O financiamento é discutido no âmbito do Plano Brasil Soberano 2, que prevê até R$ 15 bilhões em crédito para setores da economia, em especial fertilizantes. O CMN definirá condições de uso, incluindo capital de giro e expansão de plantas.
Hoje, o Brasil importa fertilizantes, com destaque para nitrogênio e potássio. A volatilidade internacional eleva custos e tende a impactar a competitividade do agronegócio, conforme dados da Conab e do Ministério da Agricultura.
Panorama institucional
O governo reconhece a necessidade de ampliar a produção doméstica e reforçar o papel do BNDES como financiador. O Ministério da Agricultura também aponta planos para aumentar a capacidade interna até 2050 para suprir parte da demanda.
O Confert, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, é responsável por revisões e implementação do Plano Nacional de Fertilizantes, com carteira de projetos e metas de expansão de fábricas no país.
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