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Frente de telecoms contra Telefónica pressiona Bruxelas por regulação condutos

Operadoras pedem à Comissão Europeia que a DNA regulamente o acesso aos ductos da Telefónica, com preços orientados a custos, sob risco de remonopolização

Operarios tienden cables de fibra óptica en Vitoria.
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  • Grandes operadoras de telecomunicações da Espanha formaram um frente comum para pedir à Comissão Europeia que a futura Lei de Redes Digitais imponha regulação do acesso aos dutos físicos da Telefónica, visto como crítico para o despliegue de redes.
  • A carta, enviada em 15 de abril de 2026, afirma que, em mercados com falta de competição, o acesso aos conduits subterrâneos é essencial e defende preços orientados a custos.
  • Os signatários destacam que a Telefónica mantém posição dominante desde o antigo monopólio público e pedem salvaguardas mais fortes para evitar uma “remonopolização”.
  • Estão em jogo regras de preços baseados em custos históricos indexados e a obrigação de manter recomendações de mercados relevantes para assegurar ação regulatória efetiva.
  • A infraestrutura passiva com mais de 120.000 quilômetros de subconductos e milhões de arquetas facilita o despliegue de fibra por cerca de 370 empresas, gerando cerca de 70 milhões de euros anuais para a Telefónica.

A Frente comum de operadoras na Espanha entregou à Comissão Europeia uma carta, datada de 15 de abril de 2026, pedindo que a futura Lei de Redes Digitais regule o acesso aos conduímos físicos da Telefónica. O objetivo é evitar a chamada remonopolização e estabelecer preços orientados a custos.

Os signatários, entre eles MasOrange, Vodafone Espanha, Digi, Adamo e Avatel, afirmam que o acesso aos ductos subterrâneos é essencial para ampliar redes de fibra. O documento alerta para riscos de investimento caso a regulação atual seja enfraquecida.

A carta também destaca que a infraestrutura física funciona como um monopólio natural em mercados com falhas estruturais. Pedidos incluem manter o teste de três critérios e regular ex-ante por meio do SMP, em segmentos com competição ainda insuficiente.

Detalhes da reclamação

As operadoras defendem que a simplificação regulatória pode expor investimentos à discricionariedade do operador dominante, prejudicando a segurança jurídica. A ideia é manter a previsibilidade de custos para o despliegue de redes.

Segundo o documento, a redução de salvaguardas pode consolidar o monopólio natural e elevar preços para o uso dos ductos. A carta solicita que a DNA fixe preços orientados a custos com base em custos históricos indexados.

A missiva solicita também que a Comissão Europeia mantenha recomendações sobre mercados relevantes, não apenas dependendo de medidas opcionais. Abertura para mudanças regulatórias é vista como potencialmente prejudicial à concorrência.

A carta é dirigida a altas autoridades da Comissão, incluindo Henna Virkkunen e Teresa Ribera, além de representantes de associações como Acutelan e Aotec e de empresas como Colt Technology, Elanta, Lyntia Networks, Onivia e PremiumFiber.

A CNMC já havia aumentado, em junho de 2025, o custo de acesso aos conduímos de Telefónica, com reajuste entre 11% e 14,6%. O regulador elevou o valor médio, mas o segmento permanece sob contestação de parte do setor.

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