- Gerdau encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão e EBITDA de R$ 3 bilhões, promovendo margem de 17,7%; operação dos Estados Unidos respondeu por 75% do EBITDA consolidado.
- Receita líquida somou R$ 16,7 bilhões, queda de 4% ante o mesmo período de 2025; no Brasil, vendas recuaram 9,5% e a receita líquida caiu 12,7%, enquanto o EBITDA brasileiro subiu 13,3%.
- Investimentos realizados no trimestre somaram R$ 1,1 bilhão (23% do guidance de 2026): R$ 0,5 bilhão em manutenção e R$ 0,6 bilhão em iniciativas para aumentar competitividade.
- Principais projetos em andamento: expansão da mina Miguel Burnier (MG) com aporte de R$ 3,6 bilhões; centro de reciclagem de sucata ferrosa em Pindamonhangaba (SP) com R$ 400 milhões; expansão da unidade de Midlothian (Texas) com capex de R$ 1,2 bilhão, cuja primeira fase deve ser concluída entre o terceiro e o quarto trimestres deste ano.
- Perspectivas e custos: X situação de altas de diesel e gás natural puxam custos, com expectativa de maior proteção comercial no Brasil a partir do segundo semestre; a empresa também abriu programa de recompra de ações de até R$ 100 milhões.
A Gerdau encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de 1 bilhão de reais, 51% acima do trimestre anterior. A empresa, líder na produção de aço no Brasil, aponta foco em custos, competitividade e diversificação de receitas para sustentar o crescimento.
O EBITDA atingiu 3 bilhões de reais, alta de 23% frente a 2025, com margem de 17,7%. A operação norte-americana respondeu por 75% do EBITDA consolidado no período, destacando a participação de mercado externo na geração de resultados.
A empresa investiu 1,1 bilhão de reais em capex nos três meses, 23% do total previsto para 2026. Destes, 500 milhões foram para manutenção e 600 milhões para ações de competitividade. Projetos devem gerar cerca de 1,5 bilhão de EBITDA em 12 a 24 meses.
No horizonte, a expansão da mina Miguel Burnier, em Minas Gerais, recebeu 3,6 bilhões de reais e tem potencial de EBITDA de 1,1 bilhão, com entrada em ramp-up no segundo semestre. Também entra em operação o centro de reciclagem de sucata ferrosa em Pindamonhangaba, com 400 milhões investidos.
O terceiro projeto fica nos EUA, na expansão da unidade de Midlothian, no Texas, com capex de 1,2 bilhão. A conclusão da primeira fase está prevista entre o terceiro e o quarto trimestres deste ano, para ampliar geração de resultados com menor volume de investimentos futuros.
A receita líquida somou 16,7 bilhões de reais no trimestre, queda de 4% ante 2025, refletindo menor demanda no Brasil. No país, as vendas recuaram 9,5%, e a receita caiu 12,7%, para 6,27 bilhões. Já o EBITDA local subiu 13,3%, para 578 milhões.
A posição de alavancagem ficou em 0,74 vez, acima do registrado no primeiro trimestre do ano anterior, mas abaixo do 0,76 visto no fim de 2025. Melhor performance externa e contenção de custos ajudaram a manter o ritmo de expansão.
No Brasil, a empresa aponta maior penetração de aço importado como desafio. A participação de importados no mercado nacional atingiu 22,7% e, para aços planos, 26,8%. O CEO Gustavo Werneck ressalta necessidade de ações de proteção comercial a partir do segundo semestre.
A companhia anunciou dividendos de 354 milhões de reais para ações da Gerdau S.A. e 106 milhões para a Metalúrgica Gerdau, além de iniciar um programa de recompra de ações de até 100 milhões. As negociações da Gerdau passaram a registrar alta de 3,5% na B3, em 28 de abril, com ganho acumulado de 9,3% no ano.
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