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Guerra no Oriente Médio eleva preços do plástico até 60% em dois meses

Guerra no Oriente Médio eleva o preço do polietileno em 60% em dois meses, impactando produção e empregos no setor plástico brasileiro

Guerra no Oriente Médio eleva preços do plástico em até 60% após dois meses de conflito
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  • A guerra no Oriente Médio elevou o preço do polietileno em média sessenta por cento em dois meses, afetando a indústria de plásticos.
  • Um exemplo do impacto: o quilo do polietileno de baixa densidade subiu de R$ nove reais e sessenta centavos para R$ vinte e dois.
  • Uma fábrica consome quatro toneladas diárias de polietileno na linha de produção.
  • A Associação Brasileira da Indústria do Plástico aponta que, no setor, 12.600 empresas empregam diretamente trezentos e oitenta e sete mil pessoas.
  • Além dos plásticos, houve alta nos preços de diesel, gasolina e gás; a associação cobra do Ministério da Fazenda a redução de tarifas sobre a importação de resinas plásticas.

Depois dos dois meses de conflito no Oriente Médio, a indústria de plásticos brasileira registra aumento nos insumos. O polietileno de baixa densidade, matéria-prima essencial, viu o preço subir de forma abrupta. O setor aponta impactos diretos na cadeia produtiva.

Hoje, o quilo do polietileno de baixa densidade está cotado em cerca de R$ 22,00, ante R$ 9,60 antes da guerra. O avanço chega a 130% e eleva o custo das fábricas, que usam em média quatro toneladas diárias desse material na linha de produção.

O resultado é um aumento médio de 60% nos preços dos produtos acabados, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico. O movimento afeta também diesel, gasolina e gás, usados na indústria e no transporte.

Essa pressão atinge um setor composto por 12.600 empresas, que empregam diretamente 387 mil pessoas. O choque de custo preocupa a economia e a competitividade das cadeias de suprimento nacionais.

Impactos no setor

A associação defende medidas para mitigar o impacto. Entre as propostas está a redução de tarifas de importação de resinas plásticas, visando aliviar a elevação de custos para as fábricas.

Perspectivas e próximos passos

Especialistas apontam que o mercado pode permanecer volátil enquanto durar o conflito. Empresas avaliam estratégias de ajuste de moldes, renegociação de contratos e busca por fontes alternativas de matéria-prima.

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