- O IBJR encaminhou, em 27 de abril de 2026, à CNC um pedido de esclarecimentos sobre a metodologia de um estudo que analisa impactos das bets no Brasil, com prazo de resposta de cinco dias úteis.
- O estudo citado está na justificativa do Projeto de Lei nº 1.808/2026, que propõe a proibição de apostas de quota fixa, e sustenta que o varejo teria deixado de faturar R$ 103 bilhões em 2024 e que brasileiros teriam destinado cerca de R$ 240 bilhões às apostas.
- O IBJR pediu acesso à base de dados, à metodologia, aos modelos estatísticos, às hipóteses, às variáveis e aos critérios de causalidade usados no levantamento.
- O instituto aponta que algumas conclusões podem não estar alinhadas a outros indicadores econômicos, citando dados do Banco Central e da CNC que indicariam estabilidade no endividamento de famílias entre 2022 e 2024, além de estudo encomendado pela LCA Consultoria Econômica.
- A CNC utiliza dados da PEIC e aplica diferenças em diferenças (DiD) para 2021 a 2026; segundo o estudo, a expansão das bets desde 2023 estaria associada a maior inadimplência e a impactos maiores em determinados perfis de renda e demografia.
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediu à CNC acesso à base de dados e à metodologia de um estudo sobre os impactos das bets no Brasil. O pedido foi enviado na segunda-feira, 27 de abril de 2026, com o objetivo de ampliar a transparência do debate regulatório.
O estudo, citado na justificativa do Projeto de Lei nº 1.808/2026, sugere impactos significativos no varejo. O IBJR questiona as estimativas de que o varejo teria deixado de faturar 103 bilhões de reais em 2024 e que 240 bilhões teriam sido destinados a apostas no período.
O IBJR solicita, ainda, informações sobre modelos estatísticos, variáveis, hipóteses e critérios de causalidade utilizados pelo levantamento da CNC. O prazo para resposta é de 5 dias úteis, segundo o ofício.
Implicações e comparação de dados
O instituto afirma que algumas conclusões podem não estar alinhadas a outros indicadores econômicos, citando dados do Banco Central e da CNC que indicariam estabilidade no endividamento familiar entre 2022 e 2024. O IBJR reforça a necessidade de validação.
O IBJR aponta estudo da LCA Consultoria Econômica, encomendado pela própria entidade, que indicaria participação reduzida das apostas no consumo das famílias e no PIB. A CNC utiliza dados da PEIC e aplica a metodologia DiD para 2021 a 2026.
Contexto do debate regulatório
A CNC sustenta que a expansão das bets a partir de 2023 está associada a aumento de inadimplência, com mais famílias relatando dificuldade de pagar dívidas e maior tempo de atraso. O estudo também aponta variações entre grupos por renda, idade e perfil demográfico.
O documento íntegro da CNC, disponível para leitura, detalha a metodologia e os resultados, incluindo as diferenças observadas entre diferentes segmentos da população. O debate sobre a regulamentação permanece em pauta no Congresso.
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