- IPCA-15 de abril subiu 0,89%, acima do registrado em março (0,44%), sinalizando aceleração da inflação.
- O índice acumula 2,39% em 2026 e 4,37% nos últimos 12 meses, acima do período anterior.
- Alimentação e bebidas avançaram 1,46% e transportes 1,34% em abril; juntos, responderam por cerca de 65% da inflação do mês.
- Analistas apontam que o Banco Central tem espaço limitado para novos cortes na Selic, hoje em 14,75% ao ano, sugerindo cautela e volatilidade no mercado.
- Economista do Banco Inter projeta Selic em 12,75% ao fim de 2026, mantendo juros restritos e desaceleração da demanda.
O IPCA-15 de abril, divulgado pelo IBGE, registrou alta de 0,89%. O índice vence a inflação de março, que ficou em 0,44%, e funciona como prévia oficial da inflação no país. A leitura aponta pressão de alimentos, combustíveis e gastos com saúde.
No acumulado de 2026, o IPCA-15 soma 2,39%, com alta de 4,37% nos últimos 12 meses. O resultado ficou acima do observado no mesmo período de 2025 (3,90%). Em abril do ano passado, o índice subiu 0,43%.
Alimentação e bebidas lideraram a inflação, com alta de 1,46%, impulsionada por itens básicos. Transportes apareceu logo atrás, com alta de 1,34%, refletindo o aumento dos combustíveis. Conjuntamente, esses setores representaram cerca de 65% da inflação do mês.
Impacto na política monetária
Analistas apontam que o Banco Central tem pouco espaço para novos cortes na Selic, hoje em 14,75% ao ano, diante da inflação mais persistente. Investidores devem manter cautela e buscar renda fixa pós-fixada e títulos atrelados ao IPCA para proteção.
Para o economista André Valério, do Banco Inter, o petróleo pressionará os preços no curto prazo, exigindo cautela do Comitê de Política Monetária. A projeção é de Selic em média mais alta ao longo de 2026, encerrando o ano em torno de 12,75%.
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