- O Conselho Supremo de Segurança Nacional aprovou o esquema “Internet Pro” para permitir acesso à internet global com menos restrições, destinado apenas a empresas.
- A medida busca preservar negócios durante a crise de segurança cibernética, em meio a um apagão iniciado após protestos e ataques promovidos por EUA e Israel.
- O apagão começou em oito de janeiro; as conexões retornaram de forma gradual em fevereiro, mas novas interrupções ocorreram a partir de quinze de fevereiro.
- A economia do Irã enfrenta perdas diárias estimadas entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões, com até US$ 80 milhões em efeitos indiretos; números não verificados pela Reuters.
- O esquema é exclusivo para empresas, mas autoridades investigam violações das regras por alguns operadores; o governo afirma que a internet continua séria priorização de serviços.
O principal órgão de segurança do Irã aprovou um esquema temporário para que empresas tenham acesso à internet global com menos restrições. A medida foi anunciada por uma porta-voz do governo nesta terça, após um apagão cibernético em curso desde o início do conflito com EUA e Israel.
Fatemeh Mohajerani afirmou que o programa, chamado Internet Pro, visa preservar negócios em tempos de crise. Ela não informou a data exata de implementação nem quando as novas regras passarão a valer, destacando que a situação pode mudar conforme as autoridades competentes.
O país impôs bloqueio de internet a partir de 8 de janeiro, em resposta a protestos. Conexões voltaram gradualmente em fevereiro, até que novo apagão foi iniciado em 28 de fevereiro. Em condições normais, a navegação global é fortemente filtrada, com uso crescente de intranet.
Impacto econômico
As interrupções geram perdas econômicas estimadas entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões por dia em custos diretos, com até US$ 80 milhões incluindo efeitos indiretos, segundo Afshin Kolahi, da Câmara de Comércio do Irã. A Reuters não verificou os números de forma independente.
Os bloqueios afetam setores além do digital, pressionando o mercado de trabalho e a renda de freelancers e pequenas empresas que dependem de atividade online. O governo diz que as restrições são necessárias por motivos de segurança durante o conflito.
Acesso restrito e monitoramento
O esquema destina-se apenas a beneficiar empresas, mas algumas operadoras teriam violado as regras, conforme o regulador de telecomunicações, citado pela mídia estatal. Investigações estão em andamento para apurar irregularidades envolvendo o acesso provisionado.
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