- Em fevereiro, 8,8 milhões de CNPJs estavam inadimplentes no Brasil, segundo a Serasa Experian.
- A dívida média por empresa inadimplente é de cerca de R$ 24 mil, com média de sete dívidas por empresa.
- Micro e pequenas empresas respondem por 8,4 milhões dos CNPJs negativados, representando a maior parte do total.
- O indicador está próximo do recorde de 8,9 milhões registrado em dezembro de 2025; a alta taxa de juros é apontada como principal fator.
- Para 2026, não há expectativa de melhora no curto prazo; o crédito permanece restrito e a renegociação de dívidas é vista como o caminho principal.
O número de CNPJs inadimplentes no Brasil chegou a 8,8 milhões em fevereiro, segundo levantamento da Serasa Experian. O valor está próximo do recorde de 8,9 milhões registrado em dezembro de 2025, sinalizando stress no setor produtivo.
Cada empresa negativada carrega, em média, sete dívidas com valor médio de aproximadamente R$ 24 mil. A reportagem aponta que micro e pequenas empresas são as mais atingidas, respondendo por 8,4 milhões das negativadas.
A economista-chefe Camila Abdelmalack ressalta que o problema é estrutural, com juros elevados como principal fator de inadimplência. O quadro envolve consumo fraco, custos elevados e desaceleração econômica prevista para 2026.
A pesquisa também aponta que há uma redução no ritmo de concessão de crédito por parte das instituições financeiras, agravando a dificuldade de recuperação. O cenário sugere que a renegociação de dívida será o caminho mais viável para sair da inadimplência.
Perspectivas para 2026 apontam para continuidade da pressão, mesmo com projeções de Selic em torno de 13% ao fim do ano. Especialistas avaliam que esse patamar deve permanecer insuficiente para reverter a inadimplência.
Com o crédito mais restrito, o ambiente para empresas depende de renegociações para manter fluxo de caixa. Analistas destacam que o câmbio entre custo do crédito e capacidade de pagamento seguirá desfavorável nos próximos meses.
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