- Ouro à vista caiu 2,5%, chegando a US$ 4.578,10 por onça, menor nível em três semanas, por volta de 11h45 (horário de Brasília).
- a queda foi pressionada pela disparada do petróleo, que superou US$ 110 por barril, impulsionado pelo impasse entre Estados Unidos e Irã e pelas tensões no Estreito de Ormuz.
- o movimento aponta para inflação mais alta e juros elevados, tornando o ouro menos atrativo por não render.
- o dólar avançou e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos atingiram o maior patamar em três semanas, pressionando ainda mais o metal.
- no radar dos investidores estão decisões de política monetária: Bank of Japan manteve os juros estáveis, o Federal Reserve é visto mantendo as taxas, e aguardadas decisões do BCE, Bank of England, Bank of Canada e do Banco Central do Brasil.
O ouro recuou nesta terça-feira, atingindo o menor nível em três semanas. O metal caiu diante do avanço do petróleo e de preocupações com inflação e juros em alta no cenário global.
Por volta de 11h45 (horário de Brasília), o ouro à vista caiu 2,5%, para US$ 4.578,10 por onça, o menor patamar desde 7 de abril. O movimento acompanha a alta do petróleo, que passou de US$ 110 por barril devido ao impasse entre EUA e Irã.
A disparada do petróleo sustenta temores inflacionários, o que pode levar bancos centrais a manter ou endurecer políticas monetárias. Com isso, o ouro encontra menor atratividade por não gerar rendimento.
Além disso, o fortalecimento do dólar e o aumento dos rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA pressionam o metal, encarecendo a compra por investidores internacionais.
Entre os bancos centrais, o Bank of Japan manteve juros estáveis, enquanto parte do comitê defende altas diante da inflação. Nos EUA, a expectativa é de manutenção das taxas pelo Fed ao fim da reunião que termina nesta quarta.
Também são aguardadas decisões do BCE, do Bank of England e do Bank of Canada, que podem impactar o cenário global de juros e demanda por ouro.
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