- Contratos de ouro com entrega em junho fecharam em queda de 1,82% na Comex, a US$ 4.608,4 por onça-troy.
- O petróleo opera acima de US$ 110 por barril, pressionando o ouro e elevando temores inflacionários.
- Rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA avançaram, especialmente nos vencimentos mais curtos.
- Irã enviou nova proposta aos Estados Unidos; a Casa Branca deve enviar contraproposta nos próximos dias; Trump ficou descontente com a proposta.
- Analistas destacam que o movimento do ouro está relacionado ao avanço do setor de energia e que o metal pode encontrar suporte à medida que as cadeias de suprimento se normalizam.
O ouro fechou em queda nesta terça-feira, 28, pressionado pelo avanço do petróleo e por temores inflacionários. Os contratos futuros com entrega para junho na Comex caíram 1,82%, a US$ 4.608,4 por onça-troy, ainda acima das mínimas intradiárias.
A alta do petróleo, que operava acima de US$ 110 por barril, ajudou a manter o recuo do ouro, mesmo com o choque inicial causado pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os rendimentos dos Treasuries saltaram, principalmente nos vencimentos mais curtos.
O Irã apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos, que não agradou o governo de Donald Trump. O Wall Street Journal informou que a Casa Branca deverá enviar uma contraproposta nos próximos dias, ampliando o ceticismo sobre um acordo.
Analistas destacam que a movimentação do petróleo é o principal motor do momento, não apenas a geopolítica. Ole Hansen, do Saxo Bank, afirma que, por ora, o mercado prioriza o equilíbrio de energia e ainda não houve sinais de progresso na reabertura do Estreito de Ormuz.
Hansen aponta que, uma vez normalizadas as cadeias de suprimento, o ouro pode encontrar suporte. Enquanto isso, o foco permanece nos esforços de mediação para evitar uma escalada e no desfecho das negociações com o Irã.
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