- O petróleo Brent chegou a US$ 112,53 e, às 13h15, estava em US$ 111,26 o barril, alta em relação ao dia anterior.
- O petróleo WTI subia para US$ 99,89 por barril, com alta de cerca de 3,65%.
- Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio, enfraquecendo o cartel.
- A decisão ocorre em meio à crise energética provocada pelo conflito com o Irã e ao risco no estreito de Ormuz, rota crucial de comércio de petróleo.
- A saída é vista como vitória política de Donald Trump e pode impactar o Brasil, já que o Brent serve de referência para preços internos de combustíveis.
Os preços do petróleo subiram com força nesta terça-feira, após a confirmação de que os Emirados Árabes Unidos deixarão oficialmente a Opep e a Opep+, a partir de 1º de maio. O movimento pressiona o cartel e a liderança da Arábia Saudita dentro do grupo.
O Brent disparou, atingindo US$ 112,53 no intraday, o maior nível desde 27 de março, e operava por volta de US$ 111,26, alta de 2,80%. O WTI avançava 3,65%, para US$ 99,89 por barril. Os dados refletem a percepção de menor controle de oferta.
Contexto e impactos
A saída dos Emirados ocorre após revisão estratégica da política energética, segundo o ministro Suhail al-Mazrouei. A decisão não foi discutida previamente com a Arábia Saudita nem com outros membros, segundo ele, e é considerada uma aposta em maior flexibilidade de produção.
A crise no Estreito de Ormuz, pela região entre Irã e Omã, eleva riscos logísticos e de preço, dado que cerca de 20% do petróleo mundial passa pela área. Apesar disso, os Emirados sinalizam que o efeito sobre o mercado global deve ser limitado.
Reação de mercado e implicações locais
Analistas destacam que o movimento pode acelerar reajustes de combustível no Brasil, já que o Brent serve de referência para a política de preços da Petrobras. A alta pode influenciar inflação, transporte e custos logísticos no curto prazo.
A decisão também é visto como uma vitória política para o presidente dos EUA, Donald Trump, que historicamente critica a Opep. A mudança amplia o espaço para novas dinâmicas de produção na região, com efeitos a monitorar nos próximos dias.
Entre na conversa da comunidade