- Prévia da inflação de abril ficou em 0,89%, acima de março (0,44%), com IPCA-15 acumulando 2,39% no ano e 4,37% nos últimos 12 meses.
- Alimentação e bebidas teve a maior influência (1,46%), destacando alimentação no domicílio em 1,77% e itens como cenoura, cebola, leite, tomate e carnes.
- Alimentação fora do domicílio subiu para 0,70%, puxada por lanche (0,87%) e refeição (0,65%).
- Transportes ficou em 1,34%, impulsionado por combustíveis; gasolina avançou 6,23% (impacto de 0,32 p.p.).
- Belém teve a maior variação regional (1,46%), com alta do açaí (12,79%) e gasolina (9,33%); Brasília teve queda em passagem aérea (-10,88%) e farmacêuticos (-0,61%).
O IPCA-15, prévia da inflação de abril, ficou em 0,89%. O resultado é 0,45 p.p. acima de março, que teve variação de 0,44%. O IBGE informou hoje (28) que a maior influência veio do grupo Alimentação e Bebidas, com 1,46% e impacto de 0,31 p.p.
No conjunto, a Alimentação e Bebidas puxou o índice pela alta da alimentação no domicílio, que subiu de 1,10% em março para 1,77% em abril. Entre os itens, destacam-se cenoura, cebola, leite longa vida, tomate e carnes, com altas relevantes em cada categoria.
A alimentação fora do domicílio também acelerou, de 0,35% para 0,70%. Lanche subiu 0,87% e refeição 0,65%, pressionando o índice agregado. Em abril de 2025, a inflação nessa linha ficou em 0,43%.
O grupo Transportes teve o segundo maior impacto, de 0,27 p.p., com alta de 1,34%. O aumento de combustíveis ajudou a puxar o índice, saindo de queda de 0,03% em março para alta de 6,06% em abril. A gasolina avançou 6,23%.
Saúde e cuidados pessoais contribuíram com 0,13 p.p. e 0,93% no grupo. Elevam-se itens de higiene pessoal (1,32%) e produtos farmacêuticos (1,16%), com reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de 1° de abril. Planos de saúde subiram 0,49%.
Habitação acelerou de 0,24% para 0,42%. A energia elétrica residencial variou 0,68%, após reajustes de tarifas de concessionárias, inclusive no Rio de Janeiro, com altas de 6,92% e 14,66% nessas tarifas a partir de 15 de março.
Belém teve a maior variação regional, 1,46%, impulsionada pelo açaí (+12,79%) e pela gasolina (+9,33%). Brasília registrou a menor variação entre as regiões, 0,41%, com quedas em passagem aérea (-10,88%) e em itens farmacêuticos (-0,61%).
Para calcular o IPCA-15, os preços foram coletados entre 18 de março e 15 de abril de 2026 e comparados com o período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026. O indicador abrange famílias de 1 a 40 salários mínimos e regiões metropolitanas do país, incluindo Brasília e Goiânia. A próxima divulgação ocorre em 27 de maio de 2026.
Entre na conversa da comunidade