- A proposta reduz a jornada de seis dias de trabalho por um dia de descanso e pode incentivar o empreendedorismo, segundo o ministro Paulo Pereira.
- Pereira participou do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
- O ministro afirma que a redução gera mais tempo livre e autonomia para consumir e empreender, sem incompatibilidades com o empreendedorismo.
- O governo vê impacto positivo na economia, fortalecendo o mercado interno e a geração de novos negócios e de mão de obra.
- Estima-se que entre dez por cento e quinze por cento dos empreendedores possam sentir algum efeito, o equivalente a quatro ou cinco milhões de pessoas entre quase quarenta e cinco milhões; serão criadas medidas de suavização, como benefícios fiscais e crédito, para não deixar ninguém para trás.
A redução da jornada de trabalho de seis para cinco dias pode favorecer o empreendedorismo, segundo o ministro Paulo Pereira, responsável pela pasta do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A previsão é de que a mudança aumente o tempo livre, estimulando consumo e criação de negócios. Pereira mencionou o tema durante o programa Bom Dia, Ministro, exibido pela EBC na terça-feira, 28.
Segundo o ministro, a autonomia sobre o tempo é o motor por trás da proposta. Ele argumentou que mais tempo livre tende a impulsionar atividades empreendedoras, desde serviços por aplicativo até novas atividades econômicas. A ideia é que a redução possa ampliar renda e abrir caminho para mudanças de carreira.
Pereira afirmou que não vê incompatibilidades entre a redução e o ambiente empreendedor. Ele ressaltou que o efeito positivo da medida pode alcançar principalmente trabalhadores de menor renda, que costumam enfrentar maiores dificuldades de deslocamento e tempo dedicado ao trabalho.
Impacto esperado para empreendedorismo e economia
O governo avalia que o efeito positivo pode se concentrar na geração de negócios e na ampliação do mercado interno. Estima-se que entre 10% e 15% dos empreendedores possam sentir algum impacto, correspondente a cerca de 4 a 5 milhões de pessoas em um universo de quase 45 milhões.
O ministro indicou que, em caso de aprovação, o governo pretende adotar mecanismos de proteção para quem for mais afetado. Possíveis medidas incluem apoio financeiro, crédito facilitado e ajustes regulatórios, para manter equilíbrio entre ganhos de produtividade e direitos trabalhistas.
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