- Samarco opera com 60% da capacidade e projeta chegar a 100% a partir de 2028, com investimentos de R$ 13,8 bilhões.
- O plano prevê ampliar a produção, modernizar a indústria, instalar sistemas de filtragem e empilhamento a seco para rejeitos e manter monitoramento contínuo 24 horas por dia.
- A retomada iniciou em 2020 após a paralisação, com reativação gradual; em 2025 a empresa atingiu o maior volume desde o retorno, com mais de 15 milhões de toneladas produzidas, e tornou-se a terceira maior exportadora de pelotas.
- O impacto econômico local inclui cerca de 19,9 mil empregos diretos e indiretos e mais de R$ 2 bilhões em tributos gerados em 2025, com programas de capacitação e contratação local.
- A etapa final visa produzir entre 26 e 27 milhões de toneladas por ano, gerar até 12.900 empregos até 2031 e manter ações de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão.
A Samarco avança na retomada de suas atividades comerciais, visando ampliar a produção após a paralisação causada pelo rompimento da barragem de Fundão. A empresa opera hoje com 60% da capacidade instalada e planeja chegar à plena capacidade em 2028, com investimento de 13,8 bilhões de reais.
O plano envolve não apenas a expansão, mas também padrões de engenharia mais rigorosos e monitoramento contínuo de estruturas geotécnicas. A disposição de rejeitos migrou para filtragem e empilhamento a seco, eliminando a necessidade de barragens.
A atuação ocorre em Minas Gerais e no Espírito Santo, onde a Samarco mantém cerca de 19,9 mil trabalhadores diretos e indiretos. A meta é consolidar a retomada mantendo o foco em segurança, gestão de riscos e integração com comunidades locais.
Consolidação da retomada operacional
O retorno, iniciado em 2020, avança por etapas com modernização industrial, atualização de equipamentos e reforço nos sistemas de monitoramento. Um Centro de Monitoramento e Inspeção funciona 24 horas por dia, avaliando as estruturas de forma constante.
Outra frente envolve a mudança no modelo de disposição de rejeitos. O uso de filtros e o empilhamento a seco minimizam riscos e reduzem a necessidade de maiores estruturas de contenção. O processo reforça a atuação integrada entre produção, segurança e socioambiental.
A trajetória da retomada
Desde o retorno gradual, a Samarco ampliou atividades com reativação de concentradores e novas plantas de filtragem. A pelotização, etapa que produz esferas de minério de ferro, também recebeu modernização. Em 2025, a produção atingiu o maior volume desde o reinício, superando 15 milhões de toneladas.
Ao completar seis anos desde o início da retomada, a empresa figura como a terceira maior exportadora de pelotas de minério de ferro no mercado, consolidando ganho de escala e eficiência na matriz produtiva.
Impacto econômico nas regiões de operação
A retomada sustenta aproximadamente 19,9 mil empregos entre diretos e contratados, com atuação em Minas Gerais e no Espírito Santo. A atividade contribui para a arrecadação de tributos e para a circulação de renda local.
Em 2025, os tributos gerados pela Samarco e pela cadeia de suprimentos excederam 2 bilhões de reais, impactando municípios, estados e o governo federal. Programas de capacitação e políticas de contratação enfatizam moradores locais e grupos sub-representados.
Investimentos para a próxima etapa
A meta é atingir 100% da capacidade instalada, mantendo o padrão de segurança. O plano envolve 13,8 bilhões de reais, o maior ciclo de investimentos da história da empresa.
Os recursos devem reativar estruturas industriais, instalar novos sistemas de filtragem de rejeitos e modernizar unidades operacionais e logísticas em Germano (MG) e Ubu (ES). A atualização abrange controles e adequação às normas regulatórias.
A fase final da retomada também deve ampliar a geração de empregos, com expectativa de até 12.900 vagas até 2031. A produção anual prevista fica entre 26 e 27 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
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