- A CNC criticou o uso de recursos do FGTS para quitar dívidas, dizendo que não é solução permanente e pode comprometer a poupança dos brasileiros.
- O Desenrola 2.0 é o novo programa do governo para renegociação de dívidas, com anúncio previsto nos próximos dias.
- O ministro da Fazenda, Dário Durigan, confirmou a possibilidade de usar parte dos recursos do FGTS para renegociação, limitando-se a até 20% dos depósitos.
- Para a CNC, a injeção de recursos pode estimular o consumo no curto prazo, mas pode causar inflação e estimular novas dívidas no longo prazo.
- O Desenrola 2.0 prevê fases, começando pelas pessoas físicas, com juros abaixo de 2% ao mês e descontos entre 20% e 90% do total da dívida.
A CNC criticou o uso de recursos do FGTS para quitar dívidas, considerado insuficiente para resolver o endividamento. A medida faz parte do Desenrola 2.0, novo programa do governo para renegociação com foco em inadimplência.
A confederação afirma que o FGTS é fonte de poupança dos brasileiros e que utilizá-lo para pagamento de débitos pode comprometer reservas individuais. O economista-chefe Fábio Bentes ressalta que a solução deve trazer mecanismos de resolução de longo prazo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a possibilidade de usar parte dos recursos do FGTS. O anúncio, esperado nos próximos dias, deve detalhar limites e condições da medida, vinculados ao pagamento das dívidas.
Beneficiários poderão sacar até 20% dos depósitos no FGTS, segundo Durigan. O saque seria limitado ao montante do programa e não necessariamente superior ao débito existente, segundo o ministro.
Segundo a CNC, a injeção de recursos pode sustentar o consumo no curto prazo, com impacto positivo no comércio e serviços. Contudo, há preocupação com efeitos inflacionários e nova adiância no médio prazo sem ações adicionais.
No Desenrola 2.0, o governo planeja fases de implementação, com três grupos: famílias, informais e pequenas empresas. Na primeira etapa, o foco será em pessoas físicas, com juros menores que 2% ao mês.
Os descontos oferecidos pelos bancos podem variar entre 20% e 90% do total da dívida, incluindo juros e principal, conforme as regras do programa. A proposta visa facilitar renegociação e quitar parcelas pendentes.
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