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BC corta Selic em 0,25 ponto, a 14,50% ao ano, com cautela

BC corta Selic para 14,50% ao ano e mantém cautela: próximos movimentos dependerão de novas informações sobre óleo, impactos geopolíticos e inflação futura

Sede do Banco Central, em Brasília - 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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  • O Copom decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, em sua terceira reunião de 2026.
  • A decisão foi unânime, em linha com a aposta do mercado diante de riscos externos relacionados aos conflitos no Oriente Médio.
  • O BC afirmou que precisará incorporar novas informações para definir os próximos passos da política monetária.
  • As projeções de inflação para 2026 e 2027 ficaram acima da meta, em 4,9% e 4,0%, respectivamente, com o horizonte de 2027 em 3,5%.
  • Os riscos inflacionários seguem elevados por fatores externos e internos, enquanto a atividade doméstica mostra moderada recuperação e o desemprego permanece resiliente.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, na terceira reunião de 2026. A decisão foi unânime e ocorre em meio a volatilidade externa causada pelo conflito no Oriente Médio.

O BC afirmou que precisa incorporar novas informações para orientar os próximos passos da política monetária. O comunicado ressalta cautela frente a cenários de incerteza externa e possíveis impactos sobre preços e inflação.

No cenário doméstico, o BC aponta indicação de moderação na atividade econômica, com o mercado de trabalho ainda resiliente. As leituras mais recentes mostram aceleração de inflação plena e de medidas subjacentes, mantendo o cumprimento da meta ainda desafiado.

Contexto externo e interno

O banco destaca que conflitos no Oriente Médio elevam a volatilidade de ativos e commodities, influenciando projeções de inflação para o curto e médio prazos. A inflação projetada para 2026 e 2027, segundo a Focus, permanece acima da meta.

Entre os riscos para a inflação, o Copom cita possibilidade de desancoragem de expectativas, maior inflação de serviços e impactos de políticas externas sobre a câmbio. Já entre os fatores de baixa, aparecem desaceleração doméstica e choques globais de petróleo.

O Copom reitera que acompanha a relação entre política fiscal, ativos financeiros e inflação, levando em conta a incerteza prolongada. A transmissão da política monetária tem mostrado efeito na desaceleração da atividade econômica desde o patamar contracionista.

Votaram pela decisão os membros do Copom: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David e Paulo Picchetti.

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